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junho 07, 2009

a propósito de ELEIÇÕES -comunicados recebidos

DAMOS AQUI ESPAÇO A OUTRAS VOZES, COM MUITO POUCO ECO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, A PROPÓSITO DE "ELEIÇÕES" E "VOTAR"

z.

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“DEMOCRACIA” NÃO É ISTO! E NEM COMEÇA NEM ACABA NAS URNAS !

Trabalhadores/as, Desempregad@s e Precári@s, Mal-pag@s e tod@s @s “excluíd@s,

Considerando :

1-Que o número de despedimentos e de desempregad@s tem aumentado desmedidamente, constituindo isto um apetecido “maná” de mão-de-obra barata (e massa eleitoral) para grandes EMPRESÁRIOS, GESTORES e POLÍTICOS PROFISSIONAIS;

2-Que por isso aumenta a MISÉRIA, a INCERTEZA, a DESILUSÃO e o CONFORMISMO na grande massa dos mais excluídos – enquanto que, ao mesmo tempo, aumenta também a RIQUEZA, o LUXO, o ESBANJAMENTO e a ARROGÂNCIA nos “do alto” –banqueiros, financeiros, empresários, gestores e políticos profissionais do Estado

3-Que as ELEIÇÕES que se aproximam –europeias, legislativas ou autárquicas- NADA IRÃO MUDAR NESTE CENÁRIO porque, ganhe quem ganhe, TUDO FICARÁ NA MESMA, porque “só mudarão as moscas”-porque “A CRISE” é o próprio CAPITALISMO, sistema actual que se baseia na miséria da maioria para enriquecimento de uma minoria!

4-Que, não havendo neste momento qualquer ameaça séria de um partido autoritário vir a implantar uma DITADURA TERRORISTA, -seja na Europa ou aqui- não é por não votarmos que “estaremos a dar votos à direita” (como dizem alguns) ou a tais projectos – estaremos isso sim é a dizer BASTA DE PRIVILÉGIOS E DE GAMELAS a todos e a qualquer um deles !

5-Que VOTOS é afinal o que todos os políticos querem para poderem viver à custa do povo!...E que portanto, para além do papel e da saliva que gastam com lindas promessas, nenhum deles quer de facto ACABAR COM O CAPITALISMO (PRIVADO OU DE ESTADO!) –que seria o mesmo que acabar com a MISÉRIA, a EXPLORAÇÃO, a PRECARIEDADE e o DESEMPREGO, a DESTRUIÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS DO PLANETA, as DESIGUALDADES SOCIAIS. Alguns deles quererão, quando muito, mudar umas coisitas de pormenor PARA QUE TUDO O RESTO CONTINUE NA MESMA!

Considerando, por último, QUE TODOS E TODAS @S QUE NA HORA PRESENTE NÃO SE ORGANIZEM, NÃO RESISTEM, NÃO LUTEM COM OS SEUS IGUAIS –pelos direitos adquiridos em lutas passadas, pela DIGNIDADE e por MELHORAR A VIDA - E SE PÕEM À PARTE NO SEU CANTINHO - OU SE LIMITAM A ELEGER QUEM PRETENSAMENTE FALE E AJA EM SEU NOME –TÊM O QUE MERECEM!

APELAMOS A TOD@S:

-GREVE DE ELEITORES! ABSTENÇÃO ! NENHUM VOTO PARA NINGUÉM!

TORNEMOS QUALQUER GOVERNO AINDA MAIS MINORITÁRIO!

ORGANIZEMO-NOS NOS MOVIMENTOS POPULARES E CÍVICOS!
(moradores, utentes, trabalhadores, desempregad@s e precári@s, poluíd@s,...)

LUTEMOS CONTRA O CAPITALISMO E O AUTORITARISMO!
ORGANIZEMO-NOS EM ASSEMBLEIAS POPULARES!

Porto,Jun.2009

-DESEMPREGAD@S e PRECÁRI@S ABSTENCIONISTAS

*veja-se o recente gasto de quase um milhão. para o novo parque automóvel de ministros e secretários de Estado "

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"PLATAFORMA ABSTENCIONISTA
12.12.08
Pedem-nos o voto, diremos não!

O capitalismo é um sistema sem lei, que alimenta e serve os interesses dos grandes grupos económicos e de todos os que lhe seguem o modelo. Um sistema norteado por valores cujos princípios básicos potenciam o crescimento da injustiça e desigualdade sociais, da alienação e expropriação dos direitos fundamentais dos indivíduos, da exclusão, da exploração desenfreada de pessoas, animais e natureza, do fomento de necessidades de consumo, hábitos e procedimentos desnecessários que causam ciclos de guerra, sofrimento e miséria. As democracias “representativas” inculcam massivamente no imaginário dos cidadãos que os resultados dos actos eleitorais significam procuração irrevogável para o Estado agir, em seu nome, de forma omnipotente e omnipresente.

A democracia resume-se assim a isso mesmo: de tanto em tanto tempo fazer variar nos assentos do Poder aqueles que apenas estão lá não para nos representar como proclamam, mas para fazer cumprir todas as políticas decididas algures nos centros financeiros internacionais. Desta forma, a vontade dos povos e dos indivíduos não tem qualquer poder decisório. No entanto, são chamados sazonalmente ao cumprimento do seu “dever”, a horas e nos lugares certos, sendo-lhes outorgado um falso carácter determinante, vendendo-se assim a ilusão de que mandar representa, apenas, obedecer ao sentimento maioritário.

Para a prossecução deste embuste arenga-se que as eleições projectam um sublime acto de escolha. Com maior ou menor propaganda e manipulação, com mais ou menos promessas demagógicas que não colhem apenas os incautos, o sistema capitalista desce à terra de quatro em quatro anos, submetendo-se estoicamente à prova das feiras, dos comícios em terras inóspitas, dos beijos e abraços à saída das missas. Tem o seu banho democrático, diz-se orgulhoso por isso e afirma-se posteriormente encartado para decidir o que quiser decidir. São, depois, as regras da democracia “representativa” a gerarem a rotatividade na protecção do aparelho de Estado e na defesa das políticas rigidamente definidas que, a nível super-estrutural, o capitalismo impõe para prosperar e garantir a sua ditadura. São as terapias impostas para que o pulmão não se debilite, seja qual for o corpo (partido ou agrupamento político) que lhe dá abrigo.

O sistema capitalista tem sabido lutar bem por este seu paradigma, exigindo a quem dele vive o respeito e aceitação do Estado como entidade reguladora das relações sociais. Os jogos de alianças, a necessidade de apresentar alternativas e soluções como sinal de afirmação construtiva fizeram encostar a "extrema-esquerda" e a "esquerda" à "direita" e parte da "direita" à "esquerda" e ao "centro", juntando-se todos no Parque das Nações a comerem um caldo de maioridade e sensatez. Por isso, nenhuma, mas mesmo nenhuma, força partidária equaciona, hoje, a legitimidade dos cidadãos se sentirem defraudados com o que fazem do seu voto. Outra coisa, aliás, não poderia acontecer: por muito que possa doer a muita gente boa que palmilha caminhos de insubmissão, certo é que a participação nos órgãos de poder institucional significa a aceitação cordata das suas regras de funcionamento e a reverencial simpatia pelo Estado e pelo sistema que o mantém. Há que assumir sem rodeios que nas sociedades modernas a exploração violenta, desumana, arcaica e irracional que o sistema capitalista exerce legalmente vem resultando da "carta branca" fornecida pelos plebiscitos eleitorais. Percebendo a importância que as eleições dão ao sistema capitalista, ao longo das últimas três décadas várias foram as mobilizações em torno da defesa política da abstenção. Não havendo campanhas públicas sistematizadas nem qualquer sector a emergir colectivamente, o poder foi-se aproveitando disso para atribuir os resultados incomodativos à "preguiça", ao "tempo de praia", à "chuva diluviana", à "abstenção técnica", à não "limpeza dos cadernos eleitorais", à "mobilidade dos cidadãos".

Como se "ir à praia" em dia de eleições não devesse ser enquadrado numa atitude política assumida, denunciadora da rejeição do circo da sociedade do espectáculo; como se o "direito ao não voto" fosse menos legítimo que o "direito ao voto". Reduzir a participação eleitoral aos que alimentam e se alimentam do sistema, transformá-los em criadores, actores e espectadores da sua própria encenação poderá ser uma interessante tarefa revolucionária geradora de ataques localizados aos órgãos vitais desta sociedade dominante. Nesta lógica de combate deverá ser claro que uma plataforma de entendimento e acção em defesa da abstenção, que se almeja poder funcionar sem qualquer mecanismo reprodutor dos poderes conhecidos, nunca deverá ser entendida como um fim em si mas antes como um meio para reforçar o ataque sistémico ao capitalismo. Ao longo da história a sociedade humana foi sendo encaminhada para sistemas de funcionamento autocrático e dirigista ao arrepio das normas de relação fraternas, solidárias e horizontais. A introdução das regras mercantilistas, do desempenho individual, da competição e do orgulho na propriedade privada adulteraram a lógica comunal, transformando o ser humano num produto que deve mais do que tem a haver! A desumanização das sociedades dos novos tempos transformou as pessoas em números prontos para o massacre.

Isto não é inevitável! Sabemos de múltiplas lutas de resistência que foram capazes de mostrar que outro mundo é sempre possível ainda que o devir nos tenha acrescentado frustrações. Todos esses processos históricos encontram-se catalogados nos protótipos da utopia, tendo, alguns deles, sido concretizados. Este parece ser o grande combate de quem enjeita o poder institucional e não quer agir sozinho. A luta pela felicidade e pelo mundo harmonioso também passa por aqui sem aqui se esgotar! Liberdade não é poder escolher os tiranos, mas sim não querer nenhum.

Todas as rebeliões começam por uma recusa. Para justificar a tirania, virão pedir-nos o nosso voto.

OLHOS NOS OLHOS, DIR-LHES-EMOS QUE NÃO!


Plataforma Abstencionista

Novembro 2008


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(continuaç. abaixo)

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" O VOTO NÃO É A ARMA DO POVO!
A ARMA DO POVO É A ACÇÃO DIRECTA POPULAR!


.Porque é que o voto não é a arma do povo?

-porque o voto só tem servido para promover e beneficiar mais “MAMÕES”

-porque ao dar o teu voto a qualquer grupo de pretendentes a “mamões”(partido) ou a mamões que já lá estão no “poleiro” (governos) quem fica desarmado és tu! (e quem fica bem “armado”-e ricos -são eles!)

-porque nenhum político profissional é inocente: todos eles querem O PODER de mandar…em ti e em nós todos!

-porque se o voto fosse a “arma do povo” ELE$ proibiam-no!

-porque não tivemos de gramar quase 50 anos de ditadura para agora podermos apenas votar e escolher novos ditadores e novos mamões!

-porque votar só muda as moscas mas a merda é a mesma!

-porque LIBERDADE NÃO É PODER ESCOLHER OS TIRANOS MAS SIM NÃO QUERER NENHUM!


Porque é que a arma do povo é a ACÇÃO DIRECTA popular?

-porque a acção directa é o povo decidir em grupos e assembleias populares O QUE FAZER e COMO FAZER e não promover pançudos privilegiados para decidir em nosso nome!

-porque a acção directa é FAZER e organizar-se para enfrentar os opressores e os seus agentes e não ESPERAR que sejam os do alto a prometer eternamente o que nunca fazem!

-porque a acção directa é, sempre foi e sempre será a verdadeira arma de todos os governados que estão fartos de escravatura, miséria e dominação: dos escravos revoltados de SPARTACUS contra os romanos, dos camponeses contra os senhores feudais, das revoltas e revoluções populares contra todos os governos e privilégios, até aos nossos dias, no México de Chiapas e dos zapatistas e magonistas, dos Sem Terra e Sem Tecto e dos índios, no Brasil, até aos jovens e trabalhadores revoltados da Grécia -ou das INTIFADAS na Palestina…

E por cá, das revoltas populares de Barqueiros/Barcelos contra a “Cal da Mibal” em 90- ou AGORA contra o aterro de lixos da RESULIMA em reserva de águas em Palme. Como em 2001, de Lazarim/Lamego contra o aterro de lixo do Sócrates. De Valpaços e Aboboreira contra os eucaliptais das celuloses. De Chaves e Valença contra a redução dos serviços de saúde pelo governo. Dos utentes do Porto contra a “Nova Rede”dos STCP. Dos moradores contra os cabos de alta-tensão e antenas por cima das suas casas. Dos trabalhadores imigrantes e “sem-papeis” contra o SEF e os racismos. Dos moradores pobres, por casas e vida melhor, dos trabalhadores contra os despedimentos e deslocalizações, dos movimentos de professores e alunos pela ESCOLA PÚBLICA…

Pela DEMOCRACIA DIRECTA POPULAR! Pela ACÇÃO DIRECTA POPULAR!|
Pela AUTO-ORGANIZAÇÃO e um MOVIMENTO DE ACÇÃO POPULAR!
POR UMA SOCIEDADE LIVRE, SEM DOMINADOS NEM DOMINANTES!

PELA LIBERDADE DE NÃO QUERER ESCOLHER OS NOVOS TIRANOS NEM QUERER DAR TACHOS A NOVOS “MAMÕES” !

ERGUE-TE E LUTA! Cria GRUPOS DE INICIATIVA e ASSEMBLEIAS POPULARES LOCAIS!

ABSTENÇÃO ACTIVA ! … e que os de sempre VÃO GAMAR P’RÁ ESTRADA!!!

NÃO VOTEMOS! LUTEMOS!

Porto, Março 2009

(Grupo de ABSTENCIONISTAS ACTIVOS do PORTO–por um MOVIMENTO DE ACÇÃO POPULAR) "

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Publicado por terraviva às junho 7, 2009 07:20 AM

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Recebido em junho 15, 2009 02:29 AM

Comentários

A propósito disto tudo, vejam a entrevista a MEDINA CARREIRA por Mário Crespo na SIC, para aí em Fevereiro ou Março...
E depois, já agora, vão ao "site" da Plataforma Abstencionista (melhor talvez procurar no "Google")...

Publicado por: Z.rp às junho 7, 2009 08:29 AM

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