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junho 12, 2008

NA HORA DE MOVIMENTAÇÕES SOCIAIS- REUNIÃO/ENCONTRO CÍVICO CONTRA OS AUMENTOS DOS COMBUSTÍVEIS-13 de JUNHO 21.30 (na TERRA VIVA!AES -R.Caldeireiros,213 -Porto -à Cordoaria-)

Nota prévia:
Depois do movimento grevista dos pescadores (de cujo resultado final se terá algumas dúvidas apesar da firmeza da luta daqueles trabalhadores), depois da greve dos camionistas -em cujos piquetes morreram 2 trabalhadores- luta igualmente de grande firmeza e coragem social, e de cujo desfecho haverá igualmente algumas dúvidas dado o seu carácter autónomo e as reticências de algumas direcções sindicais em apoiá-lo , avizinham-se nos próximos dias outras movimentações mas essencialmente simbólicas. Resultarão? Bastarão? Que outras formas será legítimo deitar mão?... É também isso que nós activistas sociais da Terra Viva!aes (e eventualmente companheir@s de outras associações, grupos ou pessoas individuais,desempregados, etc., preocupados com as perspectivas negras de um nível de vida pior do que o que já temos, pretendemos discutir nesta reunião.

DIGNIDADE SIM! - MAIS MISÉRIA NÃO!- MAIS AUMENTOS NÃO!

Terra Viva!AES
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REUNIÃO/ENCONTRO CÍVICO CONTRA OS AUMENTOS DOS COMBUSTÍVEIS
(iniciativas cívicas, associações, núcleos de moradores e utentes dos transportes públicos, organizações de trabalhadores )


Frente à ameaça de aumento do preço dos combustíveis (e os de tudo o resto que se lhes seguirá...) torna-se de facto urgente, a nosso ver o programar e desencadear de acções de intervenção social/cívica que de alguma forma façam virar a correlação de forças para o lado d@s cidadã/o/s (no sentido POPULAR, da maior parte da população) e não para o lado de qualquer “cartel”do petróleo ou, de uma forma geral, para o lado das petrolíferas e gasolineiras.

Há no entanto, entre aquilo que hoje compõe o movimento social/cívico português , quem defenda que o aumento do preço dos combustíveis possa ser a grande oportunidade para uma diminuição do recurso de vastos sectores da população ao uso do veículo automóvel pessoal a favor de uma maior utilização dos transportes públicos –tendência que se tem vindo a verificar nos últimos meses. Com efeito, essa tendência a alargar-se, poderia significar em termos ambientais, sobretudo nas grandes cidades, uma substancial diminuição da “invasão automóvel” –com todos os efeitos negativos sobejamente conhecidos que ela acarreta para a qualidade de vida e a saúde das populações: atrasos nos transportes públicos por via dos enormes engarrafamentos, poluição , etc. Esta seria também a grande oportunidade para alargar o movimento popular/cívico por transportes públicos de qualidade dado o aumento do número de pessoas que a eles recorreriam!

No entanto, também se afigura claro que o aumento substancial do preço dos combustíveis, atingirá sobretudo quem tem menos poder de compra ( trabalhadores que necessitam do automóvel para se deslocar na sua actividades profissionais, utentes dos transportes públicos motorizados- a maioria da população urbana e sub-urbana que não tem poder de compra para adquirir um veículo motorizado pessoal), sendo certo ainda que o abismal aumento do preço dos combustíveis implicará logo de seguida a subida em flecha de todos os produtos de primeira necessidade (alimentação, sobretudo).

Assim sendo, e na eminência das acções de protesto que se anunciam para os próximos dias (“Buzinão”,etc.) , vimos convidar-vos a participar activamente (fazendo-se representar por um ou dois elementos da vossa estrutura cívica ) na REUNIÃO/ENCONTRO que realizamos no próximo dia 13 de Junho (SEXTA-FEIRA) na sede da associação TERRA VIVA!Associação de Ecologia Social,
RUA DOS CALDEIREIROS, 213 –PORTO (à Cordoaria).

Nesta REUNIÃO/ENCONTRO propomo-vos centrar-nos sobretudo nestas questões:

1-QUE PODE A CHAMADA “SOCIEDADE CIVIL” FAZER PARA TRAVAR OS PROGRAMADOS AUMENTOS DOS COMBUSTÍVEIS?
2-A QUE FORMAS DE ACÇÃO CÍVICA PODEREMOS/DEVEREMOS DEITAR MÃO PARA TRAVARMOS MAIS ESTE ATENTADO AO NOSSO JÁ DE SI PRECÁRIO E DEFICIENTE NÍVEL DE VIDA (o pior da Europa!) ?
3-QUE EXEMPLOS TEMOS DE CAMPANHAS E LUTAS SOCIAIS ( no presente e num passado recente, por CÁ e NOUTROS LOCAIS E PAÍSES ) NOS QUAIS NOS POSSAMOS INSPIRAR?

TRANSPORTES PÚBLICOS DE QUALIDADE! - NÍVEL DE VIDA DIGNO–SIM!

MAIS AUMENTOS NOS COMBUSTÍVEIS -NÃO!


TERRA VIVA!
Assoc.EcologiaSocial

MUT/AMP
Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto

Publicado por terraviva às junho 12, 2008 11:33 PM

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Comentários

Continuo a dizer que os portugueses não são espertos, pois se boicotar até ao final do ano a compra na Galp, BP e Repsol, procaremos a "guerra" dos preços e teremos preços dos combustiveis mais acessiveis. Uma vez que são estes que mandam no mercado

Publicado por: Joao às junho 13, 2008 11:11 AM

Queria dizer provoraremos e não procaremos

Publicado por: Joao às junho 13, 2008 11:13 AM

Há que sobretudo apoiar e solidarizar-se com os camionistas pescadores e agricultores e com os outros setores.
A forma de luta destes últimos dias tem sido bastante forte,intensa e controlada pelas autoridades politicas.
Apelar para outras formas de bloqueio e de protesto para além dos boicotes tais como mega-manifestações paralisação de setores, e exigir a uniformização de preços dos combustíveis e alimentação por toda a Europa.

Publicado por: Joao às junho 13, 2008 12:12 PM

A REUNIÃO REALIZADA
Apesar de, para esta reunião, termos endereçado o convite a diversas estruturas sociais e ambientais (Campo Aberto, GAIA, Massa Crítica, Casa Viva, Buzinão, USP,etc.) contámos com a presença de companheiros activistas sociais de apenas 3 estruturas: Espaço Musas, MUT e Terra Viva.
Entre as várias informações e ideias trocadas, questionou-se a posição de reticência da CGTP relativamente ao movimento dos camionistas -explicando no entanto um companheiro do MUT que apesar de aquele movimento haver sido lançado pelos patrões das empresas de transportes de mercadorias, ele deveria ter sido aproveitado para que os trabalhadores fossem incentivados a apresentar as suas próprias reivindicações. Relativamente à maior ou menor eficácia da acção do "Buzinão" nos próximos dias -uma acção que acaba por ser sobretudo simbólica- referiu-se a necessidade de partir daí como forma de auscultação ao estado de espírito da população, na perspectiva de se vir a partir para outras acções. Foi referida também por alguns companheiros a necessidade de maior criatividade nas acções a levar a efeito ou a participar-dado até que os movimentos em presença não se parecem coadunar com formas rígidas de organização nas quais a maioria da população não se vê representada e com as quais não se identifica. Mas também foi referida a necessidade de promover formas mais assembleárias de discussão, envolvendo as pessoas afectadas pelos problemas na organização dos eventuais protestos, em vez de deixar essas tarefas só a um pequeno punhado de activistas-constituindo este ponto uma necessidade de alteração de velhos hábitos e mentalidades dos próprios activistas sociais, no entender de um companheiro da Terra Viva.

Foi ainda referida por um companheiro do MUSAS a necessidade de se desenvolver uma consciência clara de que todas estas lutas e movimentações se inserem afinal na luta mais geral dos povos contra o capitalismo global, e que como tal, como foi também referido por outro companheiro, deverão ser observadas e divulgadas as diversas experiências noutros pontos do globo, seja a luta da população moçambicana contra os aumentos dos preços dos transportes, sejam as lutas dos movimentos sociais no Brasil ou as lutas dos jovens e imigrantes em França.

Uma outra ideia aflorada foi a possibilidade de alargamento deste tipo de discussões a mais gente, em espaços públicos (cafés,etc.,), tipo "tertúlia", conforme vem sendo feito nalgumas iniciativas cívicas do Porto.

Por fim foi referida a necessidade de observação das movimentações agendadas para os próximos dias pelos agricultores e taxistas, no sentido de eventual apoio a essas iniciativas.

Foi também informada por elementos do MUT/MUSP a localização dos diversos pontos do Porto e arredores onde decorrerá a acção do "Buzinão"próximo dia 17 .


J.P.

Publicado por: Anonymous às junho 14, 2008 04:02 PM

A mim parece-me que os aumentos dos combustiveis são positivos para a ecologia, e as razões são obvias.

Será que voces são contra os aumentos por serem comunistas e a CDU ter esse discurso?

Façam como o tal Musas e assumam que a vossa luta é apenas e só contra o capitalismo.

Duvido que voces sejam sequer ecologistas, e a duvida é mais do que legitima, quando às referencias sobre as lutas dos imigrantes em França... revelam aquilo que voces são.

Publicado por: SUEVO às junho 18, 2008 07:43 PM

Somos contra os aumentos dos combustíveis porque já sabemos que a seguir tudo o mais irá aumentar! E se já temos os salários mais baixos da Europa e os preços dos artigos de primeira necessidade cada vez mais "europeus" , isso também se deve ao facto de haver um "consenso silencioso" entre o Estado, o Capital e as "organizações representativas" que pretendem ser a "esquerda" DISTO (modernaça ou tradicional)ou a "direita" populista. No fim o que todos aparentam querer é não fazer muitas ondas (a não ser simbólicas...)para atraír os investimentos...Não é por acaso que o "prime" Sócrates diz na China que o Estado e os capitalistas chineses (e todos os outros, claro!)devem investir neste país porque ele tem os salários mais baixos da Europa...
Claro que os preços altos da gasolina tem sido sempre um argumento dos ambientalistas para que o recurso da maioria da população aos transportes públicos se generalize. Mas muitos dos ambientalistas tendem a esquecer que HOJE não são só meia dúzia de privilegiados que usam o automóvel privado! E também que, ao aumento dos preços da gazolina se seguirá o aumento de tudo o resto -inclusive dos preços dos transportes públicos . Claro que o recurso aos trolleys (como já houve no Porto e continua a haver em Coimbra) e a outras fontes de combustível, poderia inverter a situação da invasão dos espaços urbanos pela "lata automóvel" privada...Poderia SE também a própria indústria automóvel já não estivesse a pensar nos motores movidos a gaz, etc...

De resto, nada temos a ver com as posições dos "comunistas" excepto numa coisa: acharmos que é importante participar nos movimentos sociais que opõem vastos sectores da população ao brutal aumento do custo de vida que desde há anos não tem deixado de atigir a maioria da população. Eles com as suas posições, nós com as nossas. Não acreditamos, por exemplo, que qualquer partido seja a salvação da situação nem que os movimentos devam ser controlados ou conduzidos por qualquer partido para objectivos de conquista do poder. Nem eles nem quaisquer "suevos"! Mas somos, alguns de nós, pela criação e alargamento de fortes movimentos populares que constituam um CONTRA-PODER cada vez maior ao poder de quaisquer mandarins, sejam eles de esquerda, de centro ou de direita!
E sabemos bem diferenciar entre os que são explorados, poluídos, dominados, manipulados -tenham eles a côr da pele e a origem cultural que tiverem! - e os que exploram, dominam, manipulam, COMANDAM a poluição (e ainda lucram com ela!), TENHAM ELES A CÔR DA PELE E A ORIGEM QUE TIVEREM!

Porque -parece que dizê-lo uma vez só não basta! - para nós as barreiras e os muros mais duros não são entre os póvos, os países,as culturas,as etnias mas sim, em todo o Mundo, entre OS QUE ESTÃO EM CIMA (o Poder,o Capital, as Hierarquias)e OS QUE ESTÃO EM BAIXO (a maioria dos povos do Mundo inteiro -trabalhadore/as,desempregad@s,precári@s,e/imigrantes pobres, sem-tecto,sem-terra,etc.)!

Além disso, cada vez mais entre nós deixamos de ser meramente ambientalistas para sermos ECOLOGISTAS-SOCIAIS,

Publicado por: Anonymous às junho 19, 2008 02:59 AM

(contin.)por crermos que os maiores problemas ecológicos são precisamente a existência do CAPITALISMO -que reduz a Natureza a "recursos económicos" e a maior parte da Humanidade a "recursos humanos" -e portanto "económicos" também- os ESTADOS e as HIERARQUIAS.

Quanto à luta dos imigrantes em França e noutros lados (aqui também!): apoiamos porque sabemos que é a miséria provocada por 500 anos de pilhagem colonial e imperial que obriga tantos a buscar a procurar na Europa ou na América forma de sobreviver e de fugir à fome ...Tal como tantos trabalhadores/as portugueses/as O fizeram nos anos 60 e 70 "dando o salto" para França, vivendo nos "bidonvilles", e outros países( e ainda hoje!).

Se alguns "suevos"(ou"celtas")têm tanta necessidade de arranjar rótulos para quem não está alinhado nem com eles nem com nenhum partido, na luta contra o capitalismo (claro que para estes "celtas","suevos"ou ..."áreos"-que têm areia na cabeça??!- os "capitalistas" são só os que forem "judeus", não é?!...)então chamem-nos ANARQUISTAS ou ANARCO-ECOLOGISTAS que é aquilo que alguns de nós somos (Que bom! Agora já sabem -e o SIS também, não é?!...)!

Manuel Zapata

Publicado por: Anonymous às junho 19, 2008 03:23 AM

Sobe o pão, sobe a água,
sobe a fruta, sobe o vinho,
sobe o arroz , sobe a mágoa
dos que cá por baixo fazem ninho!

E tu para onde subirás quando eu te comprar?
Com a fome que tenho meu politico capitalista
Não sei se te vou querer partilhar.
Quero-te é todo pra mim meu porco estadista.

Sobe a gasolina, sobem os cereais
sobe o peixe, sobem os tomates
daqueles que enriquecem os tais.
Abaixo a exploração a opressão,
e aí verás como não existes.

E tu para onde subirás quando eu te comprar?
com fome que tenho meu politico capitalista
não sei se te vou querer partilhar.
quero-te só pra mim meu porco estadista

Sobe o irc, sobe o iva
sobem as leis, sobem as multas
E também subirá de vez a justiça cativa
dos que cá em baixo levam com as culpas

E tu para onde subirás quando eu te comprar?
é que com a fome que tenho meu politico capitalista
não sei se te quero partilhar
és todo para mim meu porco estadista

Pois o pão que compro
não chega para encher a boca.
Pois a força que te dou
não chega pra me libertar.
A gasolina que gasto
não chega para te apanhar.
Descança pois meu politicozinho gordochozinho
que do "altozinho" do teu céuzinho
é nas minhas mãos que has-de malhar!

Publicado por: Anonymous às julho 18, 2008 03:23 PM

Boa letra!
Estadistas de merda!

Publicado por: joao às julho 24, 2008 11:51 AM

É demasiado violento...para ser genuíno,não? É que isto não vai lá com slogans e insultos e, sinceramente...coitado do PORCO...Estás a chamar PORCO ao CAPITALISTA ou CAPITALISTA ao PORCO?!...
Além disso não creio que o canibalismo e o regresso à selvajaria sejam a solução! Estás-te a ver realmente a devorar um capitalista?!...BHUARC! Que nojo...! Bem, nos anos 90 havia um grupo inglês que baseado numa comédia de ficção social chamada "Eat the reach!"proclamava a palavra de ordem:"comam os ricos antes que eles nos comam!". Também parece que durante a guerra civil que se seguiu à revolução de 1917 na Rússia -e também na chinesa- a fome grassou entre as populações mais pobres nos campos e nalgumas cidades a tal ponto que houve casos de canibalismo.Mas aí não eram os "ricos", eram os pobres que comiam os pobres porque os ricos e poderosos estavam bem longe daquelas cenários de fome. Recentemente também, no interior do Brasil, a polícia militar na repressão a uma "assentamento" de camponeses sem-terra, praticou torturas que consistiram em obrigar gente presa a comer os miolos dos cadáveres de pessoas abatidas pela polícia. O caso foi amplamente denunciado, nomeadamente na net.
Pois é "sobe tudo" menos a consciência social-e só com ela haverá alguma vez revolta justa, resistência e transformação social...Se leres Malatesta perceberás o que quero dizer - nomeadamente nos seus textos àcerca do autoritarismo...É que a vingança céga, a brutalidade e a selvajaria não pertencem ao role d@s fins, ética e métodos libertári@s. Naturalmente que nas revoluções na história cometeram-se sempre muitos excessos, porque a opressão também chegou aos seus limites máximos.Foi assim nas "jaqueries" na idade-média, foi assim em todas as revoltas populares...Agora não transformemos isso em métodos e meios de acção porque isso nada tem de libertário e os libertários nunca tiveram nem gendarmes nem "tchecas"(quando muito tiveram grupos de auto-
defesa e milícias que defenderam as empresas e propriedades rurais ocupadas pelos trabalhadores e
em autogestão, em Espanha , como na Ucrânia de 1919, como no México Zapatista e Magonista.

J.P.

Publicado por: J.P. às julho 26, 2008 12:07 PM

Ó J.P. eu acho que a revolta e não violência do anónimo é para com os estadistas e aqueles que operam no estado e nos escravizam, governam e gerem as nossas vidas e não para com o porco ou o capitalista.
eacho que tem razaõ.

O estado hoje em dia é um "tacho por onde come" a classe politica. Aquela que está todos os dias na assembleia a ditar leis, aumentos dos preços das gasolinas e da alimentação, rendas e politicas de habitação, a "escravizar" as classes menos favorecidas.
Para eles não é difícil existir nem sobretudo comer, (porque os seus contratos, flexíveis ou inflexíveis) asseguram salários chorudos, e reformas vitalícias.

Por isso não me espanta nada se aquando das eleições, algum deles for "comido vivo" nas suas tradicionais visitas e campanhas.

Publicado por: Anonymous às julho 28, 2008 04:14 PM

Pois claro que será TAMBÉM para com o "porco"capitalista -que é a quem serve a política institucional !A questão é que mais do que a revolta individual APENAS creio que é cada vez mais urgente criar comunicação entre as pessoas descontentes e intervir socialmente e de forma (auto-)organizada. Não estou a ver que se o consiga assim. Porque se houver -como se vislumbra por aí -um forte e activo movimento popular abstencionista eu também quero participar -e não serei eu que farei papel de bombeiro! Mas atenção: uma coisa são as acções populares concertadas outra é a revolta individual
isolada. Bom , eu também costumo dizer que quando falham os colectivos... vivam os indivíduos autênticos dignos desse nome! Mas prefiro acalentar a ideia da possibilidade de intervenção social, popular, colectiva...
De resto, cada um é ou deverá ser responsável pelos próprios actos!... Só achei o estilo do amigo que escreveu os versos um tanto "esquisito"...Mas não acho nada esquisitas, pelo contrário, as razões que o podem motivar e que estão à vista: a intensificação cada vez maior das dominações e explorações!

J.P.

Publicado por: Anonymous às julho 29, 2008 09:28 PM

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