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abril 23, 2008

cartaz

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abril 07, 2008

ACAMPAMENTO VOLANTE/PROVA DE EXPLORAÇÃO TERRITORIAL

PhotobucketJovem eco-batedor a descer uma parede em rappel


Aproveitando as férias escolares da Páscoa e parte do Campo de Férias “Ecoaventura II-2008”, homologado pelo programa “Férias em Movimento” do IPJ, alguns dos nossos jovens Eco-batedores e elementos da equipa de animação do programa REGRALL (eco-escotismo laico) da Terra Viva! fizeram um percurso pedestre de vários dias , entre Sanfins de Ferreira (Paços de Ferreira) e Guimarães, com pernoita em acantonamentos em diferentes locais.
Depois de, conforme o programa do Campo de Férias , se ter visitado o museu e a Citânia de Sanfins –bastante abandonada desde que o café da citânia fechou (a réplica da estátua milenar do guerreiro castrejo DESTRUÍDA, o núcleo habitacional reconstruído com técnicas de arqueologia experimental DEGRADADO e as vigas, sem colmo, à vista, o lixo acumulando-se em vários pontos…), foi a caminhada através do planalto de Monte Córdova (Santo Tirso), passando pela aldeia do Redundo, pelo centro da Freguesia de Monte Córdova, pelo troço do rio Leça não poluído (Cascata da Fervença) e pelo carvalhal protegido de Valinhas, onde se acantonou.
Os jovens que iriam fazer a prova de Exploração, agrupados aos pares, e com intervalos de 15 minutos, sairiam depois com uma “carta/registo de percurso” (onde teriam que pedir, nos aglomerados populacionais mais densos, a certificação da sua passagem por esses pontos, através de carimbos de casas comerciais, associações, etc.) com bússola, com carta topográfica, almoço às costas e um rol de algumas perguntas cujas respostas teriam de descobrir através da observação e da abordagem das pessoas que encontravam pelo caminho.
No segundo dia, o percurso descia a serra de Monte Córdova, a partir de Cabanas e até Vila das Aves, incidindo as respostas a descobrir sobre a situação ambiental (poluição do Ave e Vizela e destruição florestal ), o forte desemprego e as“falências fraudulentas” na indústria têxtil (que atingiu sobretudo o operariado feminino), o projecto da “Escola da Ponte” e sua particularidade e resultados, o associativismo juvenil e popular naquela zona , etc.
Para os jovens e monitores adultos que faziam a prova, a chegada a Vila das Aves foi algo dura pois a chuva caía já forte ao fim do dia…embora não abalasse a boa disposição geral! O local em que se pensava acantonar nessa noite (numa mata perto da Igreja) foi substituído pela inesperada e simpática oferta do comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila das Aves – também chefe do agrupamento local dos escutas do CNE - de pernoitar em colchões numa ampla sala daquela instituição e de um reconfortante duche quente…Aqui todos aproveitaram a oportunidade para se inteirarem melhor sobre a situação social e ambiental da região, mediante a conversa animada com o comandante Pedro, bombeiros da corporação e vários elementos do CNE das Aves e de Famalicão -que ocasionalmente reuniam no quartel dos bombeiros para preparar uma actividade.
No dia seguinte de manhã, ainda com alguma chuva, foi a caminhada conjunta de mais 10 Km.s até à Senhora do Monte, perto de Serzedelo, no alto do qual os que faziam a prova acantonaram. Pelo caminho os pontos de destaque foram a “estrada do lixo” e a fábrica de triagem e separação de lixos do Vale do Ave, a igreja e a sede do agrupam. local do CNE, em Guardizela (onde almoçámos). À noite, lá do alto, onde se montaram os abrigos e o jipe de apoio estacionou, avistava-se já ao longe as luzes da Penha e de parte de Guimarães –apesar do nevoeiro que já envolvia a serra . Este foi o local mais silencioso por onde se passou e onde, após o jantar-de-campo, se desfrutou de um merecido descanso.
Na manhã seguinte foi a descida do monte, passando pelo pequeno povoado de Vila Cosa, até Casal Novo, passando por baixo da auto-estrada de Guimarães Sul, e subindo - ao lado de um pequeno bosque de amieiros, carvalhos e salgueiros - em direcção a S.to Amaro de Mascotelos , onde alguns almoçaram… Mas a maioria preferiu continuar os cerca de 4 K.ms a vencer, até Guimarães -com alguns dos seus grandes prédios da parte nova já à vista .
Entretanto começou a chover . Todos envergaram as capas plásticas que cobriam as mochilas e depois de se chegar , debaixo de chuva intensa, à linha do comboio, já perto da estação, todos se acabaram por encontrar – pares/equipas de jovens eco-batedores, monitores da dianteira, monitores “vassouras” da retaguarda e animador com o carro de apoio (onde se carregava o equipamento de apoio mais pesado) e seguiram juntos pela rua íngreme até o atalho que nos levava, no alto do monte à entrada da quinta dos nossos amigos Tino Flores e Bé, onde o grupo foi optimamente acolhido – inclusive pelos cães da casa que não nos largavam. Aí uns montaram tendas no espaço florestado que envolve a casa e outros acabaram por se acolher no edifício-armazém-garagem com algum espaço disponível ( e …apetitosos colchões), almoçando a maioria um pouco mais tarde que o habitual e cozinhando nos camping-gás que cada equipa trouxera da nossa sede do Porto. Continuaram-se depois de almoço algumas actividades programadas para o Campo de Férias - como o tiro com arco e flechas .
Entretanto, perto do café junto ao caminho para a casa da Bé e do Tino, encontrou-se um elemento da equipa de animação do grupo 135 de escoteiros da AEP , do bairro da Costa, que simpaticamente convidou o nosso grupo a visitar a sua sede, onde se confraternizou e onde todos se inteiraram do funcionamento, organização e actividades daquele simpático grupo escoteiro, cuja equipa de animação era exclusivamente composta por operários e que ergueram a sua sede com as próprias mãos e com a ajuda de vizinhos e familiares dos jovens da comunidade, para poderem ficar independentes da igreja local….
Finda a prova de exploração, em que participaram -e provavelmente adquiriram os brevets de EXPLORAÇÃO DE TERRITÓRIO e de PEDESTRIANISMO (aguardam-se os relatórios de percurso) – os nossos eco-batedores Bruno, Nuno, “Ananias”, Ricardo, Guilherme, Hugo e outros – continuou-se no dia seguinte a actividades do Campo de Férias com a visita da cidade de Guimarães ( Centro Histórico, Museu Alberto Sampaio, Castelo …) finda a qual se regressou ao Porto de comboio.
Um abraço grato ao Tino e à Bé, e agradecimentos sinceros aos amigos do grupo 135 de escoteiros da AEP e ao comandante Pedro , dos Bombeiros de Vila das Aves e escutas/bombeiros do CNE local.
J.P.

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