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«Embora a generalidade dos grupos, em todas as sociedades do passado, tenham demonstrado várias formas de etnocentrismo, o mesmo não se pode dizer do racismo, que não é uma característica universal das sociedades humanas (Banks, 1995: 16).
O racismo é fundamentalmente um produto da expansão Ocidental no século XIX na África, Ásia, Austrália e América. Os europeus precisavam de uma ideologia justificativa para a conquista dos territórios e a colonização dos nativos, então designados como "selvagens".
Esta função ideológica do racismo, servindo formas de dominação, veio a ser novamente utilizada, em grande escala, pelos nazis durante o período da 2ª Guerra Mundial.
As leis de Nuremberg de 1935, que estão na génese das práticas de genocídio, guerra e destruição que se arrastaram por toda uma década, ficaram-se a dever a H. S. Chamberlain (1855-1927) que exercia grande influência em Hitler. Chamberlain era um dos discípulos de Gobineau (1816-1882) — pai da escola antroporracial. é aqui que se encontram os fundamentos das teorias racistas dos nazis. Gobineau, nos 4 volumes do "Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas", defendeu a importância exclusiva do factor raça na determinação do comportamento humano e na organização dos sistemas sociais. Tendo como ponto de partida a Frenologia, muito em voga nos inícios do século XIX, que produzia inferências sobre as aptidões humanas, mentais e comportamentais, a partir da forma exterior do crânio (ainda hoje se encontram vestígios desta pseudo-ciência na linguagem corrente quando se fala na "bossa dos matemáticos" ou na "testa alta dos intelectuais"), Gobineau e seus seguidores estabeleceram hierarquias raciais com base no índice cefálico (construído a partir das medições dos diâmetros antero-posterior e transverso) e pugnaram pela supremacia dos dolicocéfalos.
Comunidade internacional nega validade às teses racistas
Esta concepção falsa e estereotipada das populações humanas perdurou até ao fim da 2ª Guerra Mundial após o que, e mercê das atrocidades reconhecidamente cometidas pelos nazis, em particular, sobre os judeus e os ciganos, o mundo científico, sob os auspícios da UNESCO, foi chamado a pronunciar-se sobre a definição dos conceitos de raça e de diferenças raciais.
Surgem então diversas declarações, que vão sendo revistas à luz dos avanços no campo da Biologia e mais especificamente no domínio da Genética, das quais destacamos:
- Declaração de 1950, redigida em Paris, e que contou, entre os 8 subscritores, com a participação de F. Frazier (EUA) e Claude Lévi-Strauss (França). Uma importante conclusão reporta-se às questões terminológicas: «Os graves erros que resultaram do emprego da palavra "raça" na linguagem corrente levam a desejar que se renuncie completamente a este termo quando se aplica a espécie humana e que se adopte a expressão "grupos étnicos".» - Declaração de 1951, subscrita também em Paris, na qual participaram 14 cientistas, entre os quais H.L. Shapiro (EUA) e H.V.Vallois (França).
- Declaração de 1964, resultante da reunião de Moscovo, onde estiveram presentes 22 especialistas, entre os quais H. Suzuki (Japão) e B. Rensch (RFA). Nela se realça a diversidade genética inerente a cada população humana e, consequentemente, a inexistência de raças puras. Por outro lado, sublinha-se que «os diversos povos da terra parecem possuir iguais potencialidades biológicas para alcançar qualquer nível de civilização» e que «não existe nenhuma justificação para os conceitos "raças superiores" e "raças inferiores"».
Estas posições da comunidade científica vieram a ter expressão, no domínio político, em 1965, com a Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial onde se reconhece que «as doutrinas da superioridade fundada na diferenças entre raças são cientificamente falsas, moralmente condenáveis e socialmente injustas e perigosas e que nada pode justificar, onde quer que seja, a discriminação racial, nem em teoria nem na prática».
Excerto de "RACISMO: o eterno retorno?", Luís Souta, Emiltina Matos
Publicado por terraviva às março 28, 2006 01:37 AM
Fazem bem em não esquecer aqueles ideólogos megalómanos que alimentaram o racismo bárbaro de Hitler.
E digo "fazem bem" porque ainda hoje circulam por aí megalómanos perigosos e irresponsáveis. Até mesmo em Portugal.
Veja-se o caso do Alto comissário para a imigração e minorias étnicas que afirma publicamente desejar um Portugal multi-étnico. Porquê?... Ninguém sabe. Mas o certo é que as consequência serão terríveis!... haja alguem que o pare!
Publicado por: Zé Povinho às março 30, 2006 12:05 AM
Mas o que é que uma coisa tem a ver com a outra? O homem (que eu nem conheço) fez algum discurso de ódio? O ACIME tem campos de concentração? Enfim...
Publicado por: LF às março 30, 2006 11:43 AM
Mas o que é que há de megalomania perigosa em querer um país multi-étnico? Porque é que um responsável pela imigração em Portogal quer isso? Será que é por ser a função dele?
O que há de terrível nas palavras dele? Aliás, o que tem isso de racista, que faz com que seja comparado a Hitler, nas palavras do Zé Povinho?
Zézinho, zezinho, ganha juizo...
Publicado por: Anonymous às março 31, 2006 01:23 PM
O que o zé povinho escreve tem toda a razão de ser, já que uma sociedade multi-étnica é uma sociedade multirracista. A França é um caso paradigmático, vejam-se os militantes dos diversos sindicatos que foram agredidos e roubados pelos "jovens" tão acarinhados pela sociedade multi-étnica.
Publicado por: JM às abril 6, 2006 07:34 PM
Ria-me às gargalhadas se pudesse visualizar o Zé (Povinho? -Qual povinho?...Mas ele será mesmo do "povinho"? ) metido num qualquer contentor de um qualquer aeroporto - fronteira de Shengen, escorraçado de uma qualquer fronteira -do Canadá, de Melilla ...ou de Lisboa, ou a defender num pódio de uma qualquer universidade as suas teorias sobre UNI-culturalidade...-de preferência diante de um público multicultural.
Quando é que ele deixará de tentar vender os seus livros usados...?
J.P.
Publicado por: J.P. às abril 9, 2006 06:14 AM
Livros usados, pá. Mas que livros usados?...Na velha Bertrand do Porto também se vendem livros novos...Nem lá falta (de resto como na FNAC...) os do "democrata orgânico" Rosa Casaco, o assassino de Delgado, da "benemérita" PIDE/DGS" a mostrar-nos as "delícias" do antigamente... e a "mostrar-nos" que o Salazar (e o Franco, o Mussolini, e o Adolfo eram todos uns gajos porreiros..."Oh tempo, volta p'ra trás"!
Estes velhos fachos nunca mais quinam, pá. Em 75 perdeu-se a oportunidade...Mas outras virão, descansem ! Mesmo que a democracia real vos proteja .
Publicado por: M.Fiúza às abril 9, 2006 06:30 AM
Diz o J.P.,
«Ria-me às gargalhadas se pudesse visualizar o Zé (Povinho?)[...] metido num qualquer contentor de um qualquer aeroporto».
Fique V. Exa. a saber que o Zé Povinho ( como bom Zé Povinho que preza ser) já foi emigrante em França e também em Inglaterra. E que por isso aprendeu a dar o devido valor ao seu país (mesmo que nunca tenha precisado de viajar em contentores).
Infelizmente, a esmagadora maioria dos detentores do poder em Portugal (os membros das elites que mamam no sistema) nunca se viram forçados a trabalhar no estrangeiros para sair da semi-miséria que este pobre país explorado tem a aforecer ao POVO!!!
Infelizmente, as elites mamonas e corruptas que controlam Portugal preferem deixar entrar centenas de milhares de estrangeiros dispostos a trabalhar por 375 euros, mesmo quando sabem que por causa disso muitos milhares de portugueses desempregados se vêem obrigados a ir trabalhar em espanha, inglaterra ou Canadá para não condenarem os filhos à miséria. E preferem encher o país de estrangeiros porquê?? porque estes, para além de trabalharem quase de borla, são completamente submissos e nada reivindicativos. Assim, o Zé portuga ou baixa a bolinha ou é substituido por um Caramba dos Palops e vai pró desemprego ou pra Espanha.
Naturalmente que isto pouco diz ao Alto Comissário do ACIME ou a V. Exa. Isto pouco diz aos "meninos bem" deste país que se dão ao luxo de adoptarem os Imigrantes "coitadinhos" como seus protegidos de estimação, mesmo que isso conduza milhares de portugueses ao desemprego ou a salários miseráveis e por fim à emigração.
É uma vergonha o que se tem passado em Portugal!!! É uma vergonha que em 2006 milhares de portugueses continuem a precisar de emigrar para não cair na miséria, quando meio milhão de estrangeiros se instalaram em Portugal para trabalhar. Será que Portugal não passa de um negócio??? (mal dirigido por uma elite corrupta!!!)
Publicado por: Zé Povinho às abril 9, 2006 11:48 PM
Não sou "meninozinho", sou um tipo de mais de 50 que já comeu o pão que o diabo amassou e na imigração também já estive...E digo-lhe já que tive mais provas de solidariedade desinteressada entre os operários emigrantes africanos, magrebinos, jugoslavos, kurdos , turcos , polacos -e alguns portugueses - além de alemães e franceses antiracistas e antifachos, na Alemanha e na França do que de qualquer "Zé portuga-do-antigamente" como Vª .Ex.a... Esses, em França, na Alemanha... foram sempre os lacaios e bufos dos patrões nos meios operários ...da imigração ou aqui!
Sabe o que é que é uma vergonha?... É que ainda haja tipos cheios de teias de areia na tola (se calhar é "areano" -tem areia na cabeça!...) como V.Ex.a que a pretexto de "defender o país" defendam, na prática, que os patrões e os estados se unam para dividir os explorados e excluídos DE TODAS AS ETNIAS E PAÍSES, sem ver que verdadeiramente estrangeiro é o Capital (e o Estado que a esses interesses nos subjuga a todos ...todos vírgula! ... a tod@s @s proletarizad@s e excluíd@s!)
Quanto aos adoptados...Você é que certamente não só é "adoptado" mas um bom lacaiozito do Estado e do Capital... Vá mas é morder noutras canelas porque os explorados de todos os países não precisam de tutores. Eles já são irmãos. Ai de vocês quando eles estiverem realmente conscientes de que o que os une como explorados e dominados é mais do que o que os separa!
Por isso é que você e os seus amigalhaços lutam, para os desunir- como o fêz o Adolfo, fomentando a "luta de raças"! Mas desiluda-se. Quem quebra os ossos nas obras ou na indústria , seja "portuga" ou "estranja" sabe bem que tem mais a haver com os da mesma condição do que com qualquer velho facho. E se não o souber...tanto pior! Por isso é que o Reich não viveu "mil anos " mas apenas 12 aninhos, levando à miséria os operários alemães que acreditaram nele e nas suas balelas de raças superiores e raças inferiores!...Que é que você quer? Que se repita a história por cá?...Mas, como dizia o outro, a história só se repete duas vezes: uma como drama outra como farsa! E não é de farsas nem de farsantes como os "nacionalistas" ou os "patriotas" que o Mundo precisa! Mas de revolucionários e de libertários!
J.P.
Publicado por: J.P. às abril 17, 2006 01:30 AM
O J.P. tem de habituar-se a não alcunhar de nazis, racistas, xenófobos, fachos, etc., etc., todos aqueles que se opõem à imigração.
Mais de 30% dos franceses consideram a "Front national" de Le Pen útil ao país.
25% dos londrinos pretendem votar no "British National Party" nas próximas eleições.
Em ambos os casos, é oposição à imigração maciça que levou a estas opções políticas.
Será que estes mais de 30% de franceses e 25% de lonfrinos são nazis, racistas, xenófobos e facho?
Publicado por: Zé Povinho às abril 25, 2006 12:24 AM
É típico do discurso populista da extrema-direita induzir o medo @ estrangeir@ como se um papão se tratasse. Ai que vem aí o desemprego! Ai que vem aí a criminalidade! Mas o discurso é vazio e vive apenas de slogans propagandísticos de efeito mediático. A substância é nula.
E quem é que merece então o insulto de fascizóide? É quem propaga este discurso e milita em seu nome? É quem tem cartão do partido de extrema-direita? É quem usa uniforme adequado, seja ele militar ou civil?
Ser-se racista, nacionalista, xenófobo, pró-guerra, pela vigilância e controlo social apertado, ultra-conservador, etc. não faz de uma pessoa fascizóide?
O zé povinho quer aderir ao ideal sem acarretar com tudo o que ele significa, esquecendo o passado e ignorando o presente.
Publicado por: LF às abril 25, 2006 06:01 PM
tas bem
Publicado por: Begigs às maio 19, 2006 10:43 AM
A generosidade com que os portugueses concedem aos estrangeiros o direito de cidadania tem introduzido em Portugal um número tão elevado de imigrantes sua influência sobre as eleições é tão grande — que o governo começa a se modifïcar, afastando-se das instituições e dos estadistas que estava acostumado a seguir. PNR, percebendo o perigo que o Estado corre está tentando livrar Portugal dessa escória africana, asiática e árabe.
Publicado por: Odorico Sales às maio 19, 2006 08:52 PM
Não és bem vindo aqui ó racista.
Publicado por: LF às maio 24, 2006 04:33 PM
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Publicado por: funny ringtones às agosto 8, 2006 11:56 PM
Kalispell,
Publicado por: Denise Convery às maio 22, 2008 02:38 PM
e muito bom
Publicado por: madalena às junho 3, 2008 06:51 PM