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fevereiro 13, 2006

Carnaval 2006

Desenho com mascaradas de carnaval
Social, intercultural e ambiental

De 13 a 27 de FEVEREIRO - OFICINAS - Máscaras, Figurinos e Figurões (Oficinas de AMBIENTE, ARTESANATO, GRAFISMO, HISTÓRIA, INFORMÁTICA, MÚSICA, TEATRO, na nossa sede – Rua dos caldeireiros, 213, PORTO, a funcionar durante a semana, de tarde, e onde os jovens, crianças e familiares, elementos de associações e grupos amigos, prepararão connosco as máscaras, figurinos e figurões para o CARNAVAL INTERCULTURAL, SOCIAL E AMBIENTAL

TERÇA, 26 de FEVEREIRO- às 15.OO horas DESFILE DO CARNAVAL SOCIAL (locais e em trajecto a decidir em assembleia de democracia directa pelos próprios participantes)

Q U E NO C A R N A V A L N I N G U É M L E V A A M A L . . . M A S SE L E V A R Q U E SE V Á T R A T A R !

Publicado por terraviva às fevereiro 13, 2006 07:29 PM

Comentários

Claro que isto está a precisar de mais "animas"! Já fizemos no passado sábado uma reunião com um grupo associativo de imigrantes e uma organização antiracista para podermos alargar devidamente a acção. Da maioria das associações imigrantes convidadas...mais ninguém apareceu...por agora.Embora da reunião tivesse nascido já alguma "cumplicidade" inter-grupal. Mas voltaremos a tentar!
Internamente, com parte dos nossos jovens dos Gr.ALL.s , fizemos um "brain storming", tendo já recolhido algumas ideias interessantes. Agora, durante a semana e até à tarde em que faremos o desfile- provávelmente DOMINGO,26/2 E NÃO TERÇA-FEIRA DE CARNAVAL , porque o feriado de 28 não é obrigatório... - canalizaremos as várias oficinas do projecto "Fazer Caminhos/REGRALL" para trabalhar na concretização das várias ideias (máscaras, grupos de performance-móvel, etc...). Só falta memsmo podermos contar com a solidariedade de mais gente e grupos e associações amigas para que a ideia vá avante! Informa-te! Solidariza-te!
Que o "Carnaval Social" seja uma forma de chamar a atenção para tudo o que vai mal nesta sociedade - à escala local como à global!
J.P.

Publicado por: J.P. às fevereiro 14, 2006 12:02 AM

Ess@s amig@s do Terra!
Viva o carnaval (entruido na Galiza). Tradicionalmente o entruido foi uma festa pagá, popular, combativa e muito temida pelos poderossos. Durante a ditadura feixista ficou proibida pelas autoridades militares. Ficam ainda pessoas velhas, autênticas militantes do carnaval, que foram aprissionadas cada ano por se fantasiar durante a ditadura. I é que uma das componhentes essenciais do entruido é a sátira. Fantasiar-se de Ferreira Leite, de Cavaco, de Collin Powell ou de torturador de Abu-Graib, sempre com vista à denúncia e à transgressao. Hojem, os sindicatos nao puiderom, ou nao quigerom defensar esta festa popular e revolucionária, e o capital transformou-a numa caste de festividade lúdica sem conteúdo, do tipo de Halloween (o Samaim, tradicionalmente em Galiza e Norte de Portugal). A nós toca recoperar a sua verdadeira essência.
Com gosto eu partilharia com vós o carnaval que andades a artelhar. De certo que fazeredes algo bem fermosso!
Beijocas carnavalescas!

Publicado por: gzi às fevereiro 19, 2006 11:47 AM

Força aí , oh gzi! Obrigado pelas "dicas" e fundamentações históricas ! É pena é que haja também entre nós (aqui) pessoal que não parece perceber bem o alcance desta iniciativa!
E a vocês , caso possam participar no nosso entruido, VAI SER REALMENTE NO DIA 28, terça-feira , que afinal É FERIADO OBRIGATÓRIO. Na notícia aqui no site, por lapso , dá-se a informação errada de que seria "terça feira, 26 de Fevereiro"!
Abraços carnavalescos - mas sérios!...

J.P.

Publicado por: J.P. às fevereiro 21, 2006 10:28 PM

É tentador mas acho que para este ano nao vai ser... Já esgotei as minhas férias. Este ano fantasiarei-me na Crunha... Ainda nem pensei cómo. Pode que o faga de alguém pimba, como Lady Di, que andam a revisar nestes dias o assunto do seu falecemento. Ainda nao sei... ;-P

Publicado por: gzi às fevereiro 23, 2006 01:35 AM

:D

Irmã Lúcia é do melhor para uma fantasia carnavalesca. A ver se dá para ter umas visões malucas do tipo "Mãe de Deus em cima de uma Azinheira". Muito alucinogénico.

Publicado por: LF às fevereiro 23, 2006 02:18 PM

e será altura também de explorar algumas contradições(internas, inclusive: o ateu...imbuído de espírito religioso com uma "bíblia ateia", o religioso "avidadollars", o/a "deslibertári@", o vegane a comer uma bela espiga transgénica da Monsanto, o não vegetariano a comer um belo "big Mac" com forma de Amazónia...), a "Justiça"-que longe de ser céga usa óculos para melhor ver os carcanhóis de quem a pode pagar bem, a"Liberdade" de míssil termonuclear na mão em vez de tócha, os longos discursos de promessas eleitorais dos políticos e as "pérolas" dos "presentes depois de se apanharem no poleiro, e -carnaval dos carnavais - a (IN)segurança social das actuais políticas estatais, a anti-ambiental "política ambiental", etc.,etc...
É ENTRAR, E´ENTRAR, QUE O CARNAVAL DIÁRIO DA ACTUAL SOCIEDADE DURANTE TODO O ANO, DÁ INSPIRAÇÃO QUE CHEGUE PARA O DIA ÚNICO DE CARNAVAL!... Em vez de tirarmos as máscaras humanistas e "amigas do bom povo" aos políticos e a todos os poderosos...tiremos nós a que diáriamente nos permite engulir todos os "sapos" conformadamente...!
O Carnaval-festa-dos-loucos vai começar! E não faltam "Big Brothers" nem porquinhos,porcões,carneirinhos e burrinhos orwellianos para revelarmos nas ruas!
Benvind@s!
J.P.

Publicado por: Anonymous às fevereiro 24, 2006 12:48 AM

A falta de consciência anti-clerical e céptica seria um tema bem mais subtil a tratar para não se andar sempre só a malhar na padralhada trauliteira.

De resto, há muito crente revoltado com a descrença alheia que fala em religião ateia, num reflexo masoquista de se autocrontadizer e minorar a sua própria fé.

Publicado por: LF às fevereiro 24, 2006 11:53 AM

Publicado por: LF às fevereiro 24, 2006 01:27 PM

Pois!
Mas entre a muita merda deste mundo que há que criticar e desconstruir, "os corvos de sotaina" de quem já falava o Junqueiro, só serão hoje alvo predilecto para quem não saiba como ocupar os tempos livres.Porque "os corvos" são muitos outros, sem sotaina e com (e alguns, do alto das "economias sociais" de várias igrejas , particularmente nojentos). E crentes então...há muitíssimos!
Eu tenho especial predilecção por zurzir nos crentes que acham que "sempre houveram desigualdades", "isto sempre assim foi e sempre assim será", e que "não vale a pena fazermos nada", etc.,etc.-crença perigosa esta!... E muitos deles são tão anticlericais como tantos dos nossos burgueses da primeira república! Por outro lado tenho o maior respeito por crentes cujas crenças os impulsionam a lutar pela Terra, pela Liberdade, pela Dignidade -como é o caso de tantos magonistas/zapatistas ou crentes que tentam transformar de alguma forma o Mundo actual. Um certo tipo de ateísmo autoritário, snob e "do alto da burra" tem mais a haver com o neo-nietzschianismo nazi do que com a hóptica libertária que compartilho. Mas é claro que um bom papa com perservativos na narigueira, ou um crente bem engordado da OPUS - ou de qualquer nova ou velha acrópole mais ou menos acastanhada - será sempre que possível um/a optim@ personagem carnavalesco/a! Quanto à Fátima da Azinheira (a cuja sombra ela não estava)coitada da rapariga...Preocupa-me mais a proliferação das Fátimas Felgueiras, Isaltinos e outros "santos" - esses bem reais e nada etérios!
Zurzamos nos santinhos mas deixemo-nos de presumir que sabemos o que ignoramos. Porque por vezes há mais luz, no sentido libertário, num acto de alguns "crentes" do que em mil discursos de muitos "ateus".Um exemplo? O Camilo Torres na América Latina ...ou os Tolstoi e os William Godwin (anarquistas).
De resto...BOM CARNAVAL SOCIAL ! ESTAMOS À VOSSA ESPERA (de certa forma se calhar também somos "crentes"! )
J.P.

Publicado por: J.P. às fevereiro 25, 2006 09:10 PM

Estou plenamente em desacordo quanto ao fundo da questão e penso que os factos estão à vista. A ICAR, que é monopolista da crença no nosso meio, é uma instituição que funciona como braço espiritual do poder instituido. O clericalismo está demasiado presente e é demasiado interventivo para que possa ser ignorado. Ocupa o espaço público abundantemente e o privado hegemonicamente.

A menos que a dúvida esteja a montante, ou seja, que não se considere um dos principais factores de opressão mental, moral e comportamental a doutrina dogmática, hierarquica, autoritária, antropocentrica, desesresponsabilizante, e muitas outras absurdidades que emanam da classe clerical.

Furtarmo-nos a exercer a nossa capacidade crítica sobre a prática da ICAR na região portuguesa e no mundo é escamotear o poder que o motor religião exerce nas sociedades. Porque haveríamos de o fazer? Somos ou não somos independentes e autónomas o suficiente? Se por todo o mundo o movimento anarquista sempre se posicionou contra o clericalismo (incluíndo o cristão Tolstoy, o Godwin não sei), se é um dos temas recorrentes da intervenção libertária, se a desconstrução do espírito crente e dogmático é uma das formas apontadas por libertárias de todos os tempos, por exemplo, aquando da enunciação dos princípios da escola moderna libertária, para a formação de espíritos livres e autónomos, se a igreja católica nega completamente o indivíduo livre, se a mentalidade judaico-cristã inferioriza a mulher e nos sobrecarrega com o peso do medo ao sobrenatural e ao castigo divino, se continuam a ser os padres e as alminhas mais devotas os principais cruzados contra a emancipação feminina e a destruição dos preconceitos homofóbicos que ainda recentemente levaram à morte da Gisberta, se é a igreja o baluarte da guerra contra a sexualidade, nomeadamente a não procriativa, levando a pia ministra da educação do governo de santana lopes a afirmar que com ela não haveria educação sexual nas escolas porque afinal portugal é um país católico, se a igreja no seu abraço tentacular se cerca de células integristas como a comunhão e libertação do roco buttiglione, os legionários de cristo e,claro, a opus dei de ramalho eanes, guterres, do numerário mota amaral, jardim gonçalves, maria barroso, murteira nabo, vasco de mello, josé roquette (ex-presidente do sporting), guilherme de oliveira martins, bagão félix, e tantos outros de todas as áreas do poder, se estas não são razões suficientes para tornar o anticlericalismo um alvo e a ICAR um inimigo, então que espécie de libertação retorcida almejariam as anarquistas para a sociedade?

Não! O anticlericalismo é para ser praticado e da minha parte só não o tem sido mais porque a enormidade de temas a tratar não mo permite.

Mesmo em termos da ecologia social faz todo o sentido destruir as concepções hierárquicas e de dominação de que o catolicismo impregna o nosso meio social e ambiental.

E se bem que eu ache que toda a crença deve ser atacada e posta em causa, quanto mais não seja para que saia mais fortalecida, não é o crente enquanto crente que deve ser alvo da sátira, mas as acções praticadas por alguns deles que se colocam a jeito para a chacota. A lúcia lsd e a administração caixa-forte do santuário de fátima davam bons bonecos.

Quanto ao ateísmo autoritário e bíblico não faço ideia do que isso seja já que o ateísmo não implica moral nenhuma nem implicação com nenhuma ideologia. O ateísmo é apenas e só a descrença em deus. Muito menos faz sentido falar na relação entre ateísmo e nazismo, já que é sabido que os soldados do 3º reich usavam no cinto o "Gott Mit Uns" (deus está connosco).
A religião e o holocausto: I
A religião e o Holocausto: II

"Siempre se ha matado en nombre de un Dios, nunca en nombre de su inexistencia. No es ésta una buena razón para creer en los ateos?"
Florilegio da Lengua Atea (livro oferecido ao terra viva pelo companheiro galego gzi)


Vê lá se arranjas tempo, JP, para que, relaxadamente e com um copo à frente, a gente possa debater estes assuntos tão importantes e esquecidos no nosso meio.

abraço ateísta, anti-clerical e sistematicamente céptico

Publicado por: LF às fevereiro 26, 2006 07:01 PM

Por acaso não eram os do 3º Reich mas os do 2º, durante a 1ª guerra...Mas isso até nem é muito importante. Já a Joan Baez tem uma canção interessante a propósito disso. "With God On Their Side"...
Não percebi algumas coisas: o que é o "ateísmo bíblico"? Porque é que não faz sentido falar em ateísmo e nazismo ? - já que os SS e o partido nazi tanto se batiam pelo regresso ao "arianismo cultural", contando embora, inicialmente, com a complacência e o apoio da "Santa Sé" e do conselho das igrejas alemâs mas visando instituir a "religião ariana","nórdica", etc...
Como é possível separar o poder da Igreja (católica oficial) da do capitalismo? - Não são uma e a mesma coisa? (tirando as minorias da "teologia de libertação", cada vez mais atacada por Roma? ).
Bom , creio que uma coisa é "atacar" (desmontar,desconstruir)os mecanismos de TODO O ESPÍRITO RELIGIOSO -ou seja todas as formas dogmáticas de pensamento que nos fazem acreditar acríticamente em algo, tudo aquilo que nos torna fundamentalmente "crentes" em vez de fundamentalmente cépticos. E isto tanto encontramos em volta do Deus messiânico (comum ao criatianismo,ao islamismo e ao judaísmo) como a outras formas de pensamento religioso não messiânico (budismo,induísmo,taoismo, xintoísmo, etc.,). Mas também o encontramos na crença absoluta num tipo de regime político ou na "fé" num chefe supremo...Lá diz a tão esquecida "Internacional":
"Messias, deus, chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A Terra-Mãe livre e comum..."
Mas não é fantasia nenhuma dizer que existe um ateísmo e um anti-clericalismo burguês, capitalista, autoritário, elitista -como existia nos tempos da 1ª República por cá - e que não deixa de ser por isso menos burguês ou menos capitalista. Neste momento a onda neo-conservativa regressa -com o Bush a querer reintroduzir a religião obrigatória nas escolas, a querer impôr o "criacionismo", etc. Mas o "ser ateu" não é sinónimo automático de libertário. E muita da tecnocracia e da dinheirocracia também se baba com o "Crepúsculo dos Deuses" nitzscheano - e muitos nazis também!
Creio ser sabido que actualmente uma grande parte dos círculos mais ou menos esotéricos que predicam o regresso às "religiões naturais nórdicas" -sobretudo nos EUA e na Europa- são profundamente ATEIAS. Não acreditam num DEUS mas..em várias "divindades" mitológicas (Thor,Baldur, Freya, etc...).E são uma das subculturas próximas do nazismo.
O que eu questiono é que ,para além das sempre úteis e actuais denúncias das ligações entre as grandes religiões instituiídas e os poderes económicos, seja útil criar associações ateístas (só). Que se formem grupos libertários que desenvolvam actividades contra as hierarquias sociais,económicas e políticas e já lá está tudo lá (ou deverá estar). Creio ser algo preciosista dedicar ao ateísmo tanta atenção. Já se me falarem em relação à crendice (inclusive a política)e ao espírito religioso de todo o tipo -inclusive o presente em todo o actual "supermercado" de videntes,gurús e "curas espirituais" - mas sobretudo na crença actual da infalibilidades dos "grandes homens" políticos,económicos e "da ciência"(de certa ciência enfeudada aos grandes poderes)já estarei de acordo quanto à urgência e emergência de semelhante combate.
Como dizia o pessoal jovem nos tempos do "Maio 68" : "Se Deus existe o problema é dele -pois está caro existir"...
Quanto ao nosso Carnaval... era bom contar com mais gente para FAZER mais e não apenas para discutir. Já que "da discussão nasce a luz"...mas só se não se discutir APENAS.

AMANHÃ de tarde e à noite (2ª,27/2) e terça de manhã (28/2)

Publicado por: Anonymous às fevereiro 27, 2006 03:14 AM

Por acaso não eram os do 3º Reich mas os do 2º, durante a 1ª guerra...Mas isso até nem é muito importante. Já a Joan Baez tem uma canção interessante a propósito disso. "With God On Their Side"...
Não percebi algumas coisas: o que é o "ateísmo bíblico"? Porque é que não faz sentido falar em ateísmo e nazismo ? - já que os SS e o partido nazi tanto se batiam pelo regresso ao "arianismo cultural", contando embora, inicialmente, com a complacência e o apoio da "Santa Sé" e do conselho das igrejas alemâs mas visando instituir a "religião ariana","nórdica", etc...
Como é possível separar o poder da Igreja (católica oficial) da do capitalismo? - Não são uma e a mesma coisa? (tirando as minorias da "teologia de libertação", cada vez mais atacada por Roma? ).
Bom , creio que uma coisa é "atacar" (desmontar,desconstruir)os mecanismos de TODO O ESPÍRITO RELIGIOSO -ou seja todas as formas dogmáticas de pensamento que nos fazem acreditar acríticamente em algo, tudo aquilo que nos torna fundamentalmente "crentes" em vez de fundamentalmente cépticos. E isto tanto encontramos em volta do Deus messiânico (comum ao criatianismo,ao islamismo e ao judaísmo) como a outras formas de pensamento religioso não messiânico (budismo,induísmo,taoismo, xintoísmo, etc.,). Mas também o encontramos na crença absoluta num tipo de regime político ou na "fé" num chefe supremo...Lá diz a tão esquecida "Internacional":
"Messias, deus, chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A Terra-Mãe livre e comum..."
Mas não é fantasia nenhuma dizer que existe um ateísmo e um anti-clericalismo burguês, capitalista, autoritário, elitista -como existia nos tempos da 1ª República por cá - e que não deixa de ser por isso menos burguês ou menos capitalista. Neste momento a onda neo-conservativa regressa -com o Bush a querer reintroduzir a religião obrigatória nas escolas, a querer impôr o "criacionismo", etc. Mas o "ser ateu" não é sinónimo automático de libertário. E muita da tecnocracia e da dinheirocracia também se baba com o "Crepúsculo dos Deuses" nitzscheano - e muitos nazis também!
Creio ser sabido que actualmente uma grande parte dos círculos mais ou menos esotéricos que predicam o regresso às "religiões naturais nórdicas" -sobretudo nos EUA e na Europa- são profundamente ATEIAS. Não acreditam num DEUS mas..em várias "divindades" mitológicas (Thor,Baldur, Freya, etc...).E são uma das subculturas próximas do nazismo.
O que eu questiono é que ,para além das sempre úteis e actuais denúncias das ligações entre as grandes religiões instituiídas e os poderes económicos, seja útil criar associações ateístas (só). Que se formem grupos libertários que desenvolvam actividades contra as hierarquias sociais,económicas e políticas e já lá está tudo lá (ou deverá estar). Creio ser algo preciosista dedicar ao ateísmo tanta atenção. Já se me falarem em relação à crendice (inclusive a política)e ao espírito religioso de todo o tipo -inclusive o presente em todo o actual "supermercado" de videntes,gurús e "curas espirituais" - mas sobretudo na crença actual da infalibilidades dos "grandes homens" políticos,económicos e "da ciência"(de certa ciência enfeudada aos grandes poderes)já estarei de acordo quanto à urgência e emergência de semelhante combate.
Como dizia o pessoal jovem nos tempos do "Maio 68" : "Se Deus existe o problema é dele -pois está caro existir"...
Quanto ao nosso Carnaval... era bom contar com mais gente para FAZER mais e não apenas para discutir. Já que "da discussão nasce a luz"...mas só se não se discutir APENAS.
AMANHÃ de tarde e à noite (2ª,27/2) e terça de manhã (28/2)
Abraço @

Publicado por: J.P às fevereiro 27, 2006 03:31 AM

É mesmo do 3º reich. Vê esta página com imagens dos adereços e ícones nazis
No Beliefs: Mementoes

e já agora os próprios líderes lado a lado com a hierarquia cristã.
No Beliefs: Nazi photos

As igrejas têm a tradição de apoiar e de se apoiarem nos totalitarismos (e não só no capitalismo).

O ateísmo bíblico foste tu que sugeriste quando disseste que o ateísmo chegava a ser uma religião. Então pus-me a imaginar a bíblia ateia, as crenças e os dogmas ateus, os sacramentos e a classe clerical ateia. Claro que isto não existe nem nunca existiu. Simplesmente há pessoas que consideram importante a intervenção nessa área ao ponto de se tornarem o que vulgarmente chamamos de militantes. Ainda bem!

Existe um site em portugal que faz militância ateísta com bastante qualidade. O espírito anti-clerical e céptico está sempre presente o que é indispensável. Parece-me que a intervenção que fazem à volta dos temas sociais está, no essencial, correcta, particularmente quando tratam o feminismo e a luta pelo direito à autodeterminação sexual.

Diário Ateísta

Também sei que a militância ateísta por si só não chega, por ser demasiado restrita, mas quem impede as pessoas de se associarem a um grupo ateísta e a outros ao mesmo tempo? O mesmo se passa para outro tipo de activismos: vegetariano, feminista, lgbt, sindical, anti-racista, anti-prisões, ocupas, etc.

Uma vantagem de peso na concentração de esforços num tema (sem prejuízo de se fazer outros activismos) é o aprofundamento e o abarcar de conhecimentos que é conseguido. Toda a actividade tende a ganhar com isso. O movimento libertário bem precisa de refletir sobre esta questão, porque na contínua necessidade de "ir a todas" muita coisa de perde pelo caminho.

abraço

Publicado por: LF às fevereiro 27, 2006 06:21 PM

Só tenho pena que o debate na internet não atraia mais terráque@s e outros seres pensantes porque tinhamos muito a ganhar em dinamizar a reflexão e a troca de ideias neste website.

Publicado por: LF às fevereiro 27, 2006 06:24 PM

Obrigado pelos esclarecimentos oh LF, a documentação que anexaste é bastante interessante.
De facto faço no texto anterior uma certa confusão entre o escol S.S. -esse sim bastante mais virado para as religiões antigas germânicas - e o conjunto do regime nazi que contou desde o princípio com o apoio das igrejas cristâs alemãs -talvez em nome dos cristãos cavaleiros teutónicos e do "impulso para Léste" do Frederico Barbarossa...
Aliás é interessante que entre as minorias jovens que participaram na resistência alemã anti-hitlereana ser popular um canto da "Guerra dos Camponeses" dos sec.s 16 e 17 que embora imbuído de algum espírito religioso popular ( a tal bíblia dos oprimidos) propõe "deitar fogo aos telhados dos conventos" -já que todo o clero, incluído o Lutéro, estava ao lado dos senhores feudais...
O canto chama-se "somos as hostes negras do demo" ("Wir sind des Geyers Schwarzenhaufen") e era cantado pelos movimentos juvenis anti-nazis.
De resto estou de acordo contigo e nada tenho contra mais essa "militância" ateísta -salvaguardando no entanto a necessidade de distinguir as projecções religiosas populares revolucionárias-como no caso dos magonistas-zapatistas ou de certas formas da "Teologia de Libertação" - ou de animismo ecologista e feminista das das religiões dominantes ou neo-exoterismo da extrema direita (Novas -e velhas -Acrópoles, Círculo de Asgard, etc.).
A propósito...gostei muito de ver a distribuíção das nossas "hóstias"...Tens pinta! Vamos a mais!
Um @braço
JP

Publicado por: Anonymous às março 1, 2006 03:13 AM

Well done!
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Publicado por: Joe às setembro 19, 2006 11:21 PM

Well done!
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Publicado por: Robert às setembro 19, 2006 11:24 PM

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