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A prostituição é uma realidade evidente. Como também o são a violência contra a mulher, o vandalismo ou o tráfico de drogas, mas não ocorre a ninguém argumentar que o seu desenvolvimento social justifica a legalização.
Sobre a prostituição produz-se uma unidade propositada entre os restos da burguesia dos anos 60 e início dos anos 70 desnorteada, que nos governa e escreve, e os interesses de grupos económicos que hoje exploram o meretrício em grande escala e que engorduram, bem engordurados, os eixos dos carretos, porque como todo o grupo mafioso, a respeitabilidade é a melhor protecção para as suas actividades.
Al Capone alcançou a excelência nesta tarefa. “Trabalhadoras sexuais” as chamam, pervertendo assim o sentido da palavra trabalho. Na realidade, a prostituição foi declarada, pela ONU, como uma forma de escravatura e na Assembleia-Geral de Fevereiro 1994 condenou-se, como acto de violência contra a mulher.
Porque, recordando o evidente, deve dizer-se que este “trabalho sexual”, tão interessante, que nenhum dos seus defensores o postula para sua mãe, irmã ou filha, está cingido à prostituição feminina: são mais que muitos os homens que utilizam o corpo da mulher a troco de dinheiro. A prostituição masculina é, numericamente marginal: praticamente inexistente, se se descontar a demanda gay, numericamente muito reduzida, pouco mais de 1% da população, mas muito activa no mercado sexual. Da mesma maneira que a mulher não mata, mas que é morta por seu par, tão-pouco se prostituiu, senão que é prostituída.
Todo o discurso da legalização pretende ignorar a evidência, de que a maior parte das mulheres a exerce como pura estratégia de sobrevivência e contra vontade. São maioritariamente imigrantes, enganadas ou ameaçadas; elas ou seus familiares. Poucas exercem como fruto duma eleição racional.
Claro que o loby proxeneta sempre pode estropiar a prostituta que foge de seu “ofício”. Em toda a escravatura, o amo tem o seu tio Tom.
A legalização encobre e facilita o tráfico de mulheres, porque sempre é mais fácil perseguir uma actividade plenamente ilegal, que outra que se mova entre a parte visível da legalidade e a grande massa submersa das mulheres traficadas.
A melhor constatação é precisamente a Holanda, o país onde se despenalizou, em 2000. Em 1996, estimavam-se em dezenas de milhares as meninas prostituídas e em 2001 tinha aumentado significativamente, para umas dezenas de milhares a mais. Não devemos, porém, ir tão longe. De cada vez que se pratica uma intervenção num dos puticlubes – legais – abundam as sem papéis. Queremos mais do mesmo legalmente blindado?
É um grave erro pensar que a prostituição dignifica a mulher, quando o “ofício” as obriga a moldar-se a exigências perigosas ou impróprias para a sua dignidade. Não é só a penetração vaginal ou outra, mas o sexo sem condão ou as práticas de escravatura e domínio.
A legalização fomenta as exigências mais aberrantes, como a de mulheres grávidas. Na nossa sociedade, a lei é fonte de moral por antonomásia. Por isso, quando as barreiras legais desaparecem, também o fazem as culturas éticas, que impedem tratar as mulheres como produtos que podem ser comprados.
Muitos homens, que não se arriscam a pagar a uma mulher para ter sexo, se for legal já o fazem, ao mesmo tempo que se propaga a ideia, entre os jovens, que as mulheres, mais não são que objectos destinados aos nossos desejos e dinheiro.
A única saída digna é a aplicada na Suécia, cujo Parlamento apresenta uma elevada proporção de mulheres: a proibição total com a penalização do cliente, como se pratica com os consumidores de pornografia infantil e a dotação de recursos sociais e económicos para proporcionar alternativas laborais às mulheres traficadas.
Tudo o resto é hipocrisia, perda do sentido do humano ou, claro, o resultado duma boa engorda dos eixos dos carretos.
Carlos Veiga, publicado no indymedia portugal
Publicado por terraviva às janeiro 5, 2006 07:39 PM
E tu que pensas, LF?
Publicado por: E-clair às janeiro 8, 2006 02:44 PM
O mesmo que diz o texto, criminalizar severamente o proxenetismo e a clientela e salvaguardar a prostituta.
Este texto está bastante elucidativo sobre essa questão: A solução da Suécia para a prostituição
Publicado por: LF às janeiro 8, 2006 03:32 PM
bom,proficionalizantemente mulheres fazem isso pq querem na maioria das vezes. ha outros meios de vida vc n concorda?
Publicado por: Anonymous às fevereiro 28, 2006 05:50 PM
ta td... bue fx..
Publicado por: ff às abril 20, 2006 04:28 PM
Toda situação ou todo probleme quando enfrentado só pode ser totalmente resolvido sem acrescentar dores a ambos apartir do mommento que negamos a nós mesmo e cuvarmos perante JESUS CRISTO o homem que a sociedade náo consegue aceitar ou buscar dele.
Publicado por: Anonymous às junho 7, 2006 07:56 PM
pá... não sei que te diga... olha, larga a missa!
Publicado por: LF às junho 8, 2006 07:01 PM
vc tem razão
Publicado por: gsg às junho 8, 2006 10:39 PM
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Publicado por: Trevion às agosto 10, 2006 08:04 AM
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Publicado por: Luca às agosto 13, 2006 10:47 AM
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Publicado por: Isidro às agosto 23, 2006 02:21 PM
trenguice
Publicado por: 3-3969656 às março 5, 2008 08:56 AM
O que é a prostituição, afinal?
Publicado por: Anonymous às abril 17, 2008 08:59 AM
será que também pode ser um passatempo?
Publicado por: Anonymous às abril 17, 2008 09:01 AM
Bom, eu acho k as mulheres se prostituem por falta de dinheiro...
Publicado por: Anonymous às maio 7, 2008 08:14 PM
acho que é muito bom informarem as pessoas a cerca deste assunto....
acho que as pessoas não deviam de discriminar as pessoas que exercem ixto.....
eu não condeno ninguem que faz ixto
Publicado por: brigitte às maio 23, 2008 03:58 PM
es mesmo puta
Publicado por: alla às junho 12, 2008 04:12 PM
ACHO QUE AS MULHERES NAO SE DE POSTITUIRESSE
Publicado por: ALLA às junho 12, 2008 04:14 PM
a uns tempos conheci em lisboa uma mulher cujo nome era adelaidesilva e diz que um juiz a maltratou insultandoa de prostituiçao e como resulato obeteve o nao reconhecimento como mae
no entanto hoje em dia e vista com um homen que por sinal anda com ela foi ao ter criado uma situaçao destas que lhe foi retirados os filhos encontrando-se actualmente numa instituiçao do estado em virtude do seu comportamento os filhos
estao numa situçao deficitaria pois amae anda sempre acompanhada por homens como nao aceita o que lhe dizem insultou um juiz do tribunal de familia do porto, pela aparencia o homem que acompanha parece um pouco dificil de descrever.
como lidar com uma situaçao destas.
Publicado por: carlos jose às junho 14, 2008 10:26 AM