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janeiro 30, 2006

O Segundo Sexo

Considerada desde sempre um homem falhado, ser ocasional, ser relativo, vivendo num mundo de homens em relação aos quais é definida por uma falta de qualidades, cumprindo as suas (deles) leis, voluntária ou involuntariamente educada desde a mais tenra idade para a sua função de matriz, a mulher trava hoje uma irreversível luta de libertação, tanto mais difícil quanto não há nela a consciência de classe que torna solidári@s @s negr@s, @s proletári@s ou @s judeus/judias.

Com efeito, e usando as palavras da própria Simone de Beauvoir, «as mulheres vivem dispersas entre os homens, ligadas pelo habitat, pelo trabalho, pelos interesses económicos, pela condição social, a certos homens - pais ou maridos - mais intimamente que às outras mulheres. Burguesas, são solidárias dos homens burgueses e não das mulheres proletárias; brancas, dos homens brancos e não das mulheres negras...»

Salvo raras excepções, só muito raramente a mulher tomou consciência de que a sua singularidade face ao homem não era um defeito mas tão-somente uma diferença.

[...]

Portanto, exigir o reconhecimento da mulher como ser inteiro, responsável e livre é de tal modo revolucionário que põe em causa os próprios fundamentos da sociedade.


retirado e adaptado da beirada do «Segundo Sexo» da Simone de Beauvoir.

LF

Publicado por terraviva às janeiro 30, 2006 04:45 PM

Comentários

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Publicado por: sey5qfcp1h às fevereiro 25, 2007 04:05 PM

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