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janeiro 30, 2006

OGM: Novo estudo mostra que bebés por nascer podem ser prejudicados

Mulheres que comam alimentos OGM (Organismos Geneticamente Modificados) enquanto estiverem grávidas arriscam prejudicar os seus bebés ainda por nascer, sugere uma nova pesquisa.

O estudo - levado a cabo por um cientista da Academia Russa de Ciências - descobriu que mais de metade da descencência de ratos alimentados com soja modificada morreu nas primeiras 3 semanas de vida, mais 6 vezes que os nascidos de mães alimentados com uma dieta normal. 6 vezes mais ficaram também com peso a menos.

A pesquisa - que está a ser preparada para publicação - é apenas uma de uma série de recentes estudos que estão a fazer reviver os medos que os alimentos OGM prejudiquem a saúde humana. Um estudo italiano descobriu que a soja modificada afectava o fígado e o pâncreas dos ratos. A Austrália abandonou uma tentativa que durava há uma década de desenvolver amendoins modificados quando um estudo oficial revelou que provocavam danos nos pulmões.

E no passado Maio este jornal (Independent UK) revelou um relatório secreto da gigante da biotecnologia Monsanto que mostrava que os ratos com uma dieta rica em milho transgénico tinham rins mais pequenos e maior quantidade de blood cell counts, o que sugeria possíveis danos nos seus sistemas imunitários, do que aqueles com dietas convencionais.

A FAO (Food and Agriculture Organization) realizou uma oficina sobre segurança nos OGMs nas suas instalações em Roma no final do ano passado. A oficina foi realizada por cientistas cujas pesquisas originaram preocupações acerca dos perigos para a saúde. Mas a Organização Mundial do Comércio prepara-se para apoiar no próximo mês a proposta da administração Bush para forçar os países europeus a aceitarem os OGMs.

O estudo russo ameaça ter um efeito explosivo na já hostil opinião pública.

[...]

via Capitalist Bastards - Out From Science!

LF

Publicado por terraviva às 05:03 PM | Comentários (0)

O Segundo Sexo

Considerada desde sempre um homem falhado, ser ocasional, ser relativo, vivendo num mundo de homens em relação aos quais é definida por uma falta de qualidades, cumprindo as suas (deles) leis, voluntária ou involuntariamente educada desde a mais tenra idade para a sua função de matriz, a mulher trava hoje uma irreversível luta de libertação, tanto mais difícil quanto não há nela a consciência de classe que torna solidári@s @s negr@s, @s proletári@s ou @s judeus/judias.

Com efeito, e usando as palavras da própria Simone de Beauvoir, «as mulheres vivem dispersas entre os homens, ligadas pelo habitat, pelo trabalho, pelos interesses económicos, pela condição social, a certos homens - pais ou maridos - mais intimamente que às outras mulheres. Burguesas, são solidárias dos homens burgueses e não das mulheres proletárias; brancas, dos homens brancos e não das mulheres negras...»

Salvo raras excepções, só muito raramente a mulher tomou consciência de que a sua singularidade face ao homem não era um defeito mas tão-somente uma diferença.

[...]

Portanto, exigir o reconhecimento da mulher como ser inteiro, responsável e livre é de tal modo revolucionário que põe em causa os próprios fundamentos da sociedade.


retirado e adaptado da beirada do «Segundo Sexo» da Simone de Beauvoir.

LF

Publicado por terraviva às 04:45 PM | Comentários (1)

janeiro 29, 2006

Parque Natural da Arrábida invadido pelo Jetset

No intervalo dos flashs das fotografias e das fartas comezainas de que brotam os negócios que agitam o mercado luso, o jetset procura o repouso e a tranquilidade no que de melhor a terra para oferecer.

Seguir o caso no a-sul

LF

Publicado por terraviva às 01:30 PM | Comentários (1)

janeiro 27, 2006

Casamento de Teresa e Lena

Duas mulheres pretendem furar o bloqueio institucional que reserva o casamento a pessoas de sexo diferente. Para isso contaram com a ajuda do advogado Luis Rodrigues do blog Random Precision para fundamentar legalmente o processo. É já no dia 1 de Fevereiro!
Mais informações também no Renas e Veados.

Publicado por terraviva às 01:55 PM | Comentários (8)

janeiro 26, 2006

Era uma vez

Era uma vez num tempo desafortunado, uma coisa peluda chamada homem. Junto com ele havia uma coisa ainda mais peluda, chamada animal. O homem tinha um cérebro maior, o que o levou a pensar que era superior aos animais. Alguns homens pensaram que eram superiores aos outros homens. Estes tornaram-se líderes.

Os homens líderes diziam “Nós não temos necessidade de trabalhar, mataremos animais para comer”, e assim o fizeram. Os homens aumentaram, os animais diminuíram. A certa altura os líderes disseram “Não há animais suficientes para comer. Precisamos de produzir a nossa própria comida”. E assim os homens produziram comida.

Então, os únicos animais que os homens não destruíram foram os mais pequenos, como os coelhos e os ratos, e estes pequenos animais foram apanhados a comer as colheitas do homem. “Estes animais são uma ameaça. Têm de morrer”.

Na China mataram todos os pardais. Na Austrália mataram todos os coelhos. Por todo o lado os homens mataram toda a vida selvagem. Rapidamente já não havia nenhuma e todos os pássaros foram envenenados. O líder dos humanos disse “Finalmente! Estamos livres de pestes”.

O número de homens aumentou. O mundo ficou apinhado de homens. Até que tinham todos que dormir de pé. Um dia o homem líder viu uma nova criatura a comer as suas colheitas. O nome desta criatura era “gente esfomeada”.
“Esta criatura é uma ameaça!” disse o homem líder…

Spike Milligan

Publicado por terraviva às 04:18 PM | Comentários (9)

janeiro 24, 2006

Oaxaca: querem nos tirar a água

As comunidades indígenas que integram o Conselho Indígena Popular de Oaxaca - Ricardo Flores Magón CIPO-RFM, denuncíam que continua a política de repressão e perseguição política por parte do governo da república encabeçado por Vicente Fox em cumplicidade com o governador do estado de Oaxaca, Ulisses Ruiz Ortiz, contra as comunidades indígenas integrantes do CIPO-RFM por conservar e defender a autonomia.

continuar a ler o comunicado

LF

Publicado por terraviva às 10:46 AM | Comentários (8)

janeiro 23, 2006

Abaixo-assinado em Defesa do Alto do Rio Vez - Paisagem Cultural de Sistelo

Para saber mais e subscrever o abaixo-assinado segue por aqui.

LF

Publicado por terraviva às 02:00 PM | Comentários (3)

janeiro 19, 2006

Gabinete de apoio

Cartaz do gabinete de apoio

Gabinete de apoio à infância, juventude, família, comunidade, imigrantes, ...
(Freguesias da Vitória, Miragaia, Sé e Campanhã)

Apoio gratuito

Aconselhamento e encaminhamento para medidas de apoio social. Atendimento por técnicos e estagiários voluntários (psicologia, sociologia, educação social, ambiente, apoio escolar)

às 2.ª e 4.ª das 19:00 às 20:30
Dr.ª Sueli Ferraz

Projecto Fazer Caminhos (do programa Escolhas 2.ª Geração)

Publicado por terraviva às 01:20 PM | Comentários (1)

janeiro 18, 2006

Hoje à noite um acordeão romeno no Terra Viva!

Acordeonista

Publicado por terraviva às 11:45 AM | Comentários (3)

OGM: Portugal cultivou 750 hectares em 2005, produção mundial subiu 11%

Portugal cultivou 750 hectares de milho transgénico em 2005, retomando esta produção, no ano em que a superfície mundial de culturas geneticamente modificadas aumentou 11 por cento, para 90 milhões de hectares.

Segundo o relatório anual da organização Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Agro-Biotecnológicas (ISAAA, nas siglas em inglês) publicado quarta-feira, cerca de 8,5 milhões de agricultores de 21 países utilizam actualmente variedades transgénicas.

Quatro novos países - Portugal, França, República Checa e Irão - e cerca de 250 mil agricultores juntaram-se a este cultivo em 2005, contribuindo para alcançar um "marco histórico", segundo o presidente do ISAAA, Clive James.

Portugal retomou o cultivo de produtos geneticamente modificados após cinco anos de interrupção, ao destinar 750 hectares para o cultivo de milho transgénico, da superfície total da produção deste cereal no país (cerca de 135 mil hectares).

[...]

O Brasil foi o país que registou o maior aumento no cultivo de produtos transgénicos (mais 4,4 milhões de hectares), seguido pelos Estados Unidos da América (2,2), Argentina (0,9) e Índia (0,8).

A soja resistente aos herbicidas continua a ocupar a maioria (60 por cento) das superfícies plantadas de produtos alterados, seguida pelo milho (24) e pelo algodão (11).

O cultivo de produtos geneticamente modificados iniciou-se em 1996 em seis países, ocupando na época 1,7 milhões de hectares.

12 Janeiro, Lusa

LF

Publicado por terraviva às 11:39 AM | Comentários (0)

janeiro 17, 2006

The Coice Must Be Done

paRa A des1nFESTAção da aRtE cONTEMporânea

Apresentação da revista coice de mula n.º 7

* em Braga, Sexta, dia 20/01 às 18h, na livraria Centésima página (Avenida Central).

* no Porto, Espaço Musas, Sábado, dia 21/01, das 15 às 20h. Estará presente o grupo editorial, amigos e associados.

Esta publicação está à procura de colaboradores para dar um novo ânimo à revista.

LF

Publicado por terraviva às 11:06 PM | Comentários (5)

Memória Subversiva

cartaz

Visualização do vídeo "Memória Subversiva" em Braga, apresentada pelo autor José Tavares

Sexta, 20 de Janeiro, 21:30
Estaleiro Cultural Velha-a-Branca
Lg. da Senhora-a-Branca, 23 - Braga

Publicado por terraviva às 10:59 PM | Comentários (1)

janeiro 13, 2006

Domesticação - ineficiência, parasitismo e violência

A domesticação é prejudicial do ponto de vista evolutivo - a busca de uma maneira mais eficiente de viver resulta em adaptações e isso podemos dizer que é a tal evolução. A dependência de menos recursos (necessidade de estar constantemente em busca de alimento) e menos gasto de energia é algo que estimula a evolução. A domesticação (de animais por exemplo) limita, molda e controla as características e capacidades dos animais aos caprichos de outro animal (no caso o homem).

A domesticação é pegar para si a função de provedor das condições essenciais para que uma determinada espécie sobreviva. Do ponto de vista da "eficiência evolutiva" é algo extremamente prejudicial e atrofiante. Trabalhar, gastar tempo e energia para criar condições de vida para que uma espécie sobreviva e reproduza, recriar condições que podem ocorrer naturalmente. A domesticação é prejudicial tanto para o domesticador quanto para o ser domesticado seja animal , ou até mesmo plantas. Além de alienar a sua liberdade, você força uma espécie a viver um modo de vida alienado.


Faça uma visita a uma fazenda ou folheie uma revista de agropecuária e repare quanto trabalho, energia e recursos naturais são gastos para a domesticação, quantas doenças e pragas devem ser controladas, quantas pessoas devem ser empregadas em trabalhos medíocres, quanta tecnologia deve ser aplicada. Os domesticadores realmente têm uma vida trabalhosa, cansativa, monótona e extremamente cruel (sobre isso poderíamos mencionar as atrocidades rotineiras cometidas contra os animais). Nenhum genocídio humano pode ser comparado ao cometido contra os animais (se é que ambos podem ser comparados).

A domesticação é uma violência como qualquer outra, não aparenta ser uma violência física (embora no processo de domesticação a violência física é regra) pode não causar dor constantemente, mas sabemos muito bem que violência não é apenas provocar dor, violência é também limitar, coagir, privar, manipular, ameaçar, controlar. Não existe domesticação sem estas práticas. A partir disso percebe-se que a libertação animal e a libertação humana é um projeto comum.

A violência causada pela domesticação não atinge somente os indivíduos domesticados, atinge toda uma espécie. É uma violência contra a espécie.
Os gatos domesticados por exemplo - sua capacidade de visão noturna, suas garras, seu olfato apurado, toda sua anatomia , enfim , todo esse aparato que surgiu graças ao modo de viver dos felinos ancestrais, que viveram por gerações e gerações de maneira livre e selvagem, todas essas características são desperdiçadas, são negadas quando um gato é castrado e tomado como um objeto por alguém que se julga dono. São milhares de anos de evolução jogados no lixo. E, acredite, se os bichanos tivessem a escolha de poder viver novamente de modo livre e selvagem, não tenha dúvida de que escolheriam esta opção. O que não significa que não teriam mais relações com humanos.
Um animal domesticado é um animal dependente, limitado pelas paredes da casa, e pelas eventuais janelas abertas, um animal domesticado é transformado involuntariamente em um parasita, toda sua anatomia e seus antepassados são anulados a cada geração que passa e assim perpetua a domesticação de sua espécie, a negação de seus atributos naturais. É muito angustiante ver um animal dotado dos mais variados e eficientes atributos físicos para uma vida integra, ter que esperar seu dono trocar sua água, trazer sua comida enlatada, seu ração seco industrializado, ou caso sempre tenha comida, ter que enfrentar uma rotina mórbida, pois não é capaz nem de sentir a vontade de caçar, é privado da vontade de buscar alimento e de suas possíveis aventuras, animais domésticos significa potencial sendo desperdiçado. Creio que o cão e o gato esboçam algo como uma pergunta, da maneira deles, o que está errado? tenho esse corpo, essas vontades, essa capacidade de sentir cheiros, essa força nas patas, mas minha vida é tão parada, tão monótona, não condiz com o que sinto, o que esta errado?


O veganismo ( e qualquer outro movimento anti autoritário) deve estender sua critica contra a domesticação, pela sua violência sutil e não menos destruidora. A domesticação transforma outra espécie durante gerações em refém dos caprichos humanos.

Muitos de nós nos encontramos na situação de ter um animal em casa, e realmente amamos esses animais, realmente criamos uma relação com essas criaturas. E é nessa situação que podemos observar e entender, na prática, como a sociedade de massas, como a domesticação afeta as outras espécies de animais e não só a espécie humana. E nessa condição, pelo amor que temos pelos animais, teremos a oportunidade de oferecer as condições para que nosso amigo experimente a sua liberdade, para que experimente as características de sua espécie de forma íntegra. Vamos literalmente re-conhecer esses animais e também nos re-conhecer, entenderemos que selvagem, liberdade e felicidade são sinônimos. E com essa experiência podemos encontrar caminhos para uma re-conecçao com o selvagem, aperfeiçoando estratégias e maneiras de incentivar o livre curso da vida, contribuindo assim com o projeto de desmantelamento de toda esta loucura chamada civilização. Uma verdadeira prova de amizade com todos os animais.

Eduardo Morari

ps: veganismo ao meu ver é a critica e a prática contra todo tipo de opressão aos animais. Domesticação significa violência. O veganismo deve buscar uma estratégia de luta contra toda violência, o que inclui buscar maneiras de viver livre de práticas domesticadoras. Lembrando que a Libertação humana e animal fazem parte do mesmo projeto.


texto Eduardo Morari retirado do seu blog

LF

Publicado por terraviva às 02:20 PM | Comentários (6)

Revistas femininas nos anos 50/60

* Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas.
(Jornal das Moças, 1957)

* Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afecto.
(Revista Cláudia, 1962)

* A desarrumação numa casa-de-banho desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa.
(Jornal das Moças, 1965)

* A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas.
Nada de incomodá-lo com serviços domésticos.
(Jornal das Moças, 1959)

* Se o seu marido fuma, não arranje zanga pelo simples facto de cair cinzas nos tapetes. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa.
(Jornal das Moças, 1957)

* A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar a uma mulher que não tenha resistido a experiências pré-núpciais, mostrando que era perfeita e única, exactamente como ele a idealizara.
(Revista Cláudia, 1962)

* Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu.
(Revista Querida, 1954)

* O noivado longo é um perigo.
(Revista Querida, 1953)

* É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido.
(Jornal das Moças, 1957)

E para finalizar, a mais de todas:
* O LUGAR DA MULHER É NO LAR. O TRABALHO FORA DE CASA
MASCULINIZA.
(Revista Querida, 1955)

"Apesar de hoje as revistas femininas (nem todas..) serem menos machistas e falarem mais sobre a mulher independente e obviamente mais abertas sobre o sexo e a sexualidade, são ainda bastantes padronizadas sobre a "beleza feminina" sendo o braço direito das industrias de cósméstica e apesar de agora ser de maneira mais indirecta continuam a dar realçe à "mulher-imagem" que deve estar "bela" e bem "arranjada" para o "seu homem" e muitas destas revistas são mesmo ainda bastante machistas julgando a mãe solteira, o aborto, e a mulher que seja ... independente demais, e continuam a por a mulher na cozinha e frente à telenovela."

texto retirado da zine libertária Herege Social

LF

Publicado por terraviva às 01:37 PM | Comentários (8)

EMIUM, as embalagens lego

Garrafa de água de plástico desenhada com saliências de forma a poder servir de peça de construção à maneira dos legos.

Possíveis utilizações: bancos, prateleiras, casotas, colchões, etc.

Uma boa invenção para se reutilizar todo o plástico que consumimos no dia-a-dia.

via ondas

LF

Publicado por terraviva às 01:12 PM | Comentários (0)

Interculturalidade na Sociedade e na Escola

"A cultura cigana é uma cultura de resistência. A sua secular capacidade de adaptação remeteu-os para uma tradição de mudança, mudança dentro da tradição. As grandes transformações económicas, políticas e sociais das últimas décadas, designadamente as que se relacionam com os grupos sociais e culturais considerados “desfavorecidos”, “minoritários”, “marginais”, entre outros, obrigaram os ciganos a desenvolver novos meios de adaptação. Esta nova realidade obriga as diferentes comunidades ciganas a renovadas adaptações no caso de pretenderem manter uma relativa independência económica e cultural. Para conseguir estes objectivos, muitas comunidades ciganas, começam a procurar a escola, porque somente a escolarização lhes permite “tirar a carta”, como referem. A resistência cultural cigana, também aqui se manifesta. Para não serem absorvidos pela cultura dominante, a única defesa dos ciganos é utilizarem a escola sem se renderem a ela."

excerto de um texto a ler na íntegra aqui

LF

Publicado por terraviva às 12:13 PM | Comentários (0)

Animação sobre veganismo

Trabalho da Vegan Peace e da AVP (Associação Vegetariana Portuguesa).

ver aqui

LF

Publicado por terraviva às 11:51 AM | Comentários (0)

janeiro 05, 2006

Prostituição

A prostituição é uma realidade evidente. Como também o são a violência contra a mulher, o vandalismo ou o tráfico de drogas, mas não ocorre a ninguém argumentar que o seu desenvolvimento social justifica a legalização.

Sobre a prostituição produz-se uma unidade propositada entre os restos da burguesia dos anos 60 e início dos anos 70 desnorteada, que nos governa e escreve, e os interesses de grupos económicos que hoje exploram o meretrício em grande escala e que engorduram, bem engordurados, os eixos dos carretos, porque como todo o grupo mafioso, a respeitabilidade é a melhor protecção para as suas actividades.

Al Capone alcançou a excelência nesta tarefa. “Trabalhadoras sexuais” as chamam, pervertendo assim o sentido da palavra trabalho. Na realidade, a prostituição foi declarada, pela ONU, como uma forma de escravatura e na Assembleia-Geral de Fevereiro 1994 condenou-se, como acto de violência contra a mulher.

Porque, recordando o evidente, deve dizer-se que este “trabalho sexual”, tão interessante, que nenhum dos seus defensores o postula para sua mãe, irmã ou filha, está cingido à prostituição feminina: são mais que muitos os homens que utilizam o corpo da mulher a troco de dinheiro. A prostituição masculina é, numericamente marginal: praticamente inexistente, se se descontar a demanda gay, numericamente muito reduzida, pouco mais de 1% da população, mas muito activa no mercado sexual. Da mesma maneira que a mulher não mata, mas que é morta por seu par, tão-pouco se prostituiu, senão que é prostituída.

Todo o discurso da legalização pretende ignorar a evidência, de que a maior parte das mulheres a exerce como pura estratégia de sobrevivência e contra vontade. São maioritariamente imigrantes, enganadas ou ameaçadas; elas ou seus familiares. Poucas exercem como fruto duma eleição racional.

Claro que o loby proxeneta sempre pode estropiar a prostituta que foge de seu “ofício”. Em toda a escravatura, o amo tem o seu tio Tom.

A legalização encobre e facilita o tráfico de mulheres, porque sempre é mais fácil perseguir uma actividade plenamente ilegal, que outra que se mova entre a parte visível da legalidade e a grande massa submersa das mulheres traficadas.

A melhor constatação é precisamente a Holanda, o país onde se despenalizou, em 2000. Em 1996, estimavam-se em dezenas de milhares as meninas prostituídas e em 2001 tinha aumentado significativamente, para umas dezenas de milhares a mais. Não devemos, porém, ir tão longe. De cada vez que se pratica uma intervenção num dos puticlubes – legais – abundam as sem papéis. Queremos mais do mesmo legalmente blindado?

É um grave erro pensar que a prostituição dignifica a mulher, quando o “ofício” as obriga a moldar-se a exigências perigosas ou impróprias para a sua dignidade. Não é só a penetração vaginal ou outra, mas o sexo sem condão ou as práticas de escravatura e domínio.

A legalização fomenta as exigências mais aberrantes, como a de mulheres grávidas. Na nossa sociedade, a lei é fonte de moral por antonomásia. Por isso, quando as barreiras legais desaparecem, também o fazem as culturas éticas, que impedem tratar as mulheres como produtos que podem ser comprados.

Muitos homens, que não se arriscam a pagar a uma mulher para ter sexo, se for legal já o fazem, ao mesmo tempo que se propaga a ideia, entre os jovens, que as mulheres, mais não são que objectos destinados aos nossos desejos e dinheiro.
A única saída digna é a aplicada na Suécia, cujo Parlamento apresenta uma elevada proporção de mulheres: a proibição total com a penalização do cliente, como se pratica com os consumidores de pornografia infantil e a dotação de recursos sociais e económicos para proporcionar alternativas laborais às mulheres traficadas.

Tudo o resto é hipocrisia, perda do sentido do humano ou, claro, o resultado duma boa engorda dos eixos dos carretos.

Carlos Veiga, publicado no indymedia portugal

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janeiro 02, 2006

A Ecologia Social

A Ecologia Social defende que a dominação da natureza resultou da dominação do humano pelo humano. Isso quer dizer que as causas da crise ecológica são, em última instância e fundamentalmente, de natureza social. A emergência histórica de hierarquias, classes, estados e, finalmente, a economia de mercado e o próprio capitalismo, são as forças sociais que têm, quer ideologicamente quer materialmente, criado a presente espoliação da biosfera.

A Ecologia Social ambiciona reintegrar o desenvolvimento social humano com o desenvolvimento biológico, e as comunidades humanas com as ecocomunidades, produzindo uma sociedade racional e ecológica. A mera presença biológica de humanos em grandes números não determina o tipo de sociedade que irão formar. Até mesmo em grande número os seres humanos são capazes de organizar a sociedade em linhas que são, não só não destrutivas da natureza, mas de a melhorar. Uma combinação delicada de ecotécnicas e as tecnologias existentes prudentemente aplicadas constituem a base tecnológica para o fim da escassez, permitindo aos humanos o tempo livre para lidar com os seus assuntos sociais, políticos e económicos em linhas racionais e promover e restaurar a complexidade ecológica.

Ao mesmo tempo que enfatiza fortemente a necessidade de uma sensibilidade ecológica, certamente numa ética de complementaridade, a Ecologia Social defende que combater a crise ecológica requer uma intervenção social e política de confrontação e, em último caso, eliminar as suas causas sociais objectivas: o capitalismo, o estado nação e todas as formas de hierarquias socais e dominações.

adaptado daqui

LF

Publicado por terraviva às 05:52 PM | Comentários (6)