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dezembro 27, 2005

Sessão de Informação / Café-convívio

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Sexta-feira, 21.30h, 30 Dezembro

BRASIL: Movimento Libertário, Movimento Popular, Imigração (possíveis pontes Porto-Brasil)
Algo mais que samba e telenovela...

A actividade da FARJ-Federação Anarquista do Rio de Janeiro e outras organizações libertárias nas ocupações populares de sem-tecto -Tijuca, Jacarépaguá, S.Cristóvão, Campo Grande, etc., o apoio à última greve dos professores do secundário na Escola Pedro II - que conquistou 12% de aumentos salariais, o trabalho de integração social com gente dos morros/favelas, o Centro de Cultura Social e a suas actividades económicas autogestionárias -padaria, fraldas, reciclagem, etc., a Biblioteca libertária Ideal Peres, a manifestação de "O Grito dos Excluídos" no dia da independência brasileira, o movimento pela gratuidade dos transportes públicos, a imprensa libertária brasileira - "Liber@", "Protesto", “Acção Libertária”, "Letra Livre" - entre outros títulos.

Com visualização de fotografias das actividades, divulgação da imprensa libertária carioca e brasileira, textos de apoio, descrição da recente visita ao Rio de um compa do Porto e debate público.

Esta SESSÃO de INFORMAÇÃO será também o arranque do "Círculo de Estudos Sociais Libertários", que passará a funcionar todas as sextas-feiras às 21.30 h. na Terra Viva! - Associação de Ecologia Social (Rua Caldeireiros, 213 - Porto - à Cordoaria).

Publicado por terraviva às 10:43 AM | Comentários (0)

dezembro 26, 2005

Prendinhas

A ACF (Australian Conservation Foundation) divulgou um estudo que analisa o custo ambiental das populares compras de natal na Austrália.

O estudo mostra que:

* Cada dólar que @s australian@s gastam em roupas novas consome 20 litros de água e requer 3,4m2 de terra. O natal passado gastaram 1,5 mil milhões de dólares em roupa, para os quais foram precisos mais de 500 mil hectares de terra para produzir;

* Foram usados aproximadamente 42 gigalitros de água (ou 42 mil piscinas olímpicas) na produção das bebidas de natal. A maior parte desta água foi usada no crescimento da cevada para a cerveja e em videiras para o vinho;

* Mesmo antes de se terem ligado os leitores de DVD e as máquinas de café recebidas de presente elas já haviam produzido 780.000 toneladas de poluição em gases lançados para a atmosfera. Um terço foi gasto em combustível consumido pelos fabricantes;

* Se gastaste cerca de $30 em chocolates e chupa-chupas este natal consumiste 20kg de matérias-primas e 940 litros de água;

Fora o que foi comido e bebido veja-se as montanhas de lixo nos contentores e ecopontos durante o dia de hoje.

LF

Publicado por terraviva às 02:58 AM | Comentários (1)

dezembro 19, 2005

Uma luta que continua

Manifestação pública com queimada
21º aniversário em Bhopal. A chama continua viva. Nunca desistiremos.

"Pouco depois da meia-noite dava-se uma fuga de gás venenoso de uma fábrica em Bhopal, Índia, propriedade da Union Carbide Corporation. Não houve aviso, nenhum dos sistemas de segurança da fábrica estava a funcionar. Na cidade as pessoas dormiam. Acordaram na escuridão com o som dos gritos e com os gases a queimar-lhes os olhos, narizes e bocas. Começaram a ter vómitos, a tossir espuma manchada de sangue. Toda a vizinhança fugiu em pânico, alguns foram espezinhados, outros caíam mortos com as convulsões. As pessoas perdiam o controlo dos seus intestinos e bexigas enquanto corriam. Numa questão de horas milhares de corpos mortos jaziam nas ruas."

É considerado o pior acidente industrial de sempre. Passados 21 anos é esta a posição da Union Carbide e esta a posição da Campanha Internacional para a justiça em Bhopal.

"Nos últimos 20 anos, algumas das mais pobres pessoas na terra, doentes, vivendo no limiar da fome, iletradas, sem fundos, amigos poderosos ou influência política, têm lutado contra uma das maiores e mais ricas corporações, apoiada pelo governo, os militar, e, assim parece com frequência, o aparelho judicial do mais poderoso país do mundo."

LF

Publicado por terraviva às 05:25 PM | Comentários (0)

dezembro 17, 2005

O Ponto e o Traço

Entre o teu povo e o meu povo
há um ponto e há um traço.
O traço diz não se passa
o ponto via fechada.

E assim entre os povos todos
traço e ponto, ponto e traço.
Com tantos traços e pontos
o mapa é um telegrama.

Caminhando pela vida
vemos rios e montanhas
vemos selvas e desertos
mas nunca pontos nem traços.

Porque estas cosas não existem
apenas foram traçadas
Pra que a minha fome e a tua
fiquem sempre separadas.

(texto de uma canção latino-americana)
(do texto de convite para a Festa Sem Fronteiras)

LF

Publicado por terraviva às 01:34 PM | Comentários (7)

dezembro 15, 2005

Festa SEM Fronteiras

Precisas de dinheiro?
Precisas de papéis para estudar ou trabalhar?
E de amizade, não precisas?
Precisas de um lugar onde possas viver?
De fazer com que a vida valha a pena?
De seres aceite com a tua cultura, a tua música, os teus conhecimentos e a tua experiência?
Talvez não possamos dar-te isso tudo que precisas, mas algumas coisas sim, claro que podemos!
Podemos acolher-nos uns aos outros com simpatia, podemos partilhar poemas, cantigas, podemos começar entre nós
uma bela amizade. Vem ganhar um tempo bonito com pessoas de quem vais gostar!
Por isso te convidamos, sem querer saber da cor da tua pele, ou da língua que mais usas para falar às pessoas
que te estão mais próximas, ou do país de onde vens, para te encontrares connosco numa Festa sem Fronteiras, com
música, comidas e bebidas, com brincadeiras, com conversas, com calor.
Anda! A Terra é nossa mãe!

(do texto de convite para a festa)

LF

Publicado por terraviva às 05:22 PM | Comentários (0)

dezembro 13, 2005

Roda de bailarin@s sobre o planeta terra

Queremos convidar toda a gente para participar na Festa Sem Fronteiras, que terá lugar dia 18 de Dezembro, Domingo,
com concentração às 15h na Praça da República (Porto) e continuidade na Rua do Almada no espaço 555 a partir das 15h30.

Mais que uma festa, o objectivo deste evento é ser também um Encontro, um local de debate, de partilha de ideias e de futuras colaborações entre várias associações, grupos e indivíduos onde se encontram alguns objectivos e valores em comum.

Terça, dia 13, às 21h30, haverá reunião sobre o evento no Terra Viva (Rua dos Caldeireiros, n.º 213 - à Cordoaria, junto da Torre dos Clérigos).

Se conhecerem animadores de rua, músicos, etc, que queiram animar a festa, não hesitem em divulgar.
Assim como outras associações e grupos potencialmente interessados em participar.

Participem e divulguem!

Iniciativa: Ninguém é Ilegal, SOS Racismo, Terra Viva!, Espaço Musas, GAIA e 555.

Publicado por terraviva às 08:52 PM | Comentários (1)

dezembro 12, 2005

Jeffrey Sachs não sente fome

Dois mitos que mantém a Pobreza

por Por Vandana Shiva

Do cantor de rock Bob Geldof ao político inglês Gordon Brown, o mundo parece de repente estar cheio de pessoas de alta patente com intenções de erradicar a pobreza. Todavia, Jeffrey Sachs não é um mero "fazedor de bem" e sim um dos economistas líderes do mundo. Chefe do Earth Institute e responsável na União Européia pelo comitê que promove o desenvolvimento rápido de países. Logo, quando Sachs lançou o livro "O Fim da Pobreza", pessoas de todo o mundo noticiaram, sendo inclusive matéria de capa da Revista Times.

Existe um problema com o manual do fim da pobreza de Sachs. Ele simplesmente não entende de onde vem a pobreza, a encara como um pecado original. "Há algumas gerações atrás, quase todo o mundo era pobre" diz ele e então adiciona: "A Revolução Industrial promoveu novos ricos, mas muitos no mundo foram deixados para trás."

Essa é uma história totalmente falsa da pobreza. Os pobres não são aqueles "deixados para trás", são aqueles que foram roubados. A riqueza acumulada pela Europa e América do Norte é amplamente baseada nas riquezas retiradas da Ásia, África e América Latina. Sem a destruição da rica indústria têxtil indiana, sem a posse do mercado de especiarias, sem o genocídio das tribos Americanas, sem a escravidão da África, a Revolução Industrial não resultaria em novos ricos para a Europa ou América do Norte. Foi essa possessão violenta sobre os recursos e mercados do Terceiro Mundo que geraram a riqueza do Norte e pobreza do Sul.

Dois dos grandes mitos econômicos do nosso tempo permitem que as pessoas neguem esse elo intimidador e espalhem concepções errôneas sobre o que é a pobreza.

Primeiro, a responsabilidade sobre a destruição da Natureza e a habilidade das pessoas em cuidar de si mesmas são colocadas não no crescimento industrial e na economia colonialista, mas nessas mesmas pessoas. A pobreza foi instituída como uma das causas da destruição do meio ambiente. A doença então é oferecida como cura: o crescimento econômico futuro resolveria os problemas da pobreza e do declínio ambiental que falado anteriormente. Essa é a mensagem no coração da análise de Sachs.

O segundo mito é que existe um consenso que se você consome o que você produz, você não produz de verdade, pelo menos economicamente falando.
Se eu produzo meu próprio alimento, e não o comercializo, quer dizer que não contribuo para o PIB e portanto não contribuo para o "crescimento".

As pessoas são consideradas pobres por comerem o seu próprio alimento e não aquele comercialmente distribuídos como "junk food" vendido por empresas de agronegócio mundiais. São vistas como pobres se viverem em casas feitas por elas mesmas com materiais ecologicamente bem ambientados como o bambu e o barro ao invés de casas de tijolo e cimento. São vistas como pobres se usarem acessórios manufaturados feitos de fibras artesanais no lugar das sintéticas.

Ainda, a vida de subsistência, na qual o rico oeste percebe como pobre, não significa necessariamente menos qualidade de vida. Ao contrário, sua economia natural baseada em subsistência garante uma alta qualidade de vida – se mensurarmos o acesso à comida e água de boa qualidade, à oportunidade de vida de subsistência, uma robusta identidade cultural e social e um sentido à vida das pessoas. Por esses pobres não dividirem nenhum dos benefícios percebidos pelo crescimento econômico, são considerados como aqueles "deixados para trás".

Essa falsa distinção entre os fatores que criam possibilidades e aqueles que criam pobreza está no centro da análise de Sachs. E por isso, suas prescrições agravarão e aumentarão a pobreza ao invés de dar fim a ela. Conceitos modernos de desenvolvimento econômico, cujo Sachs enxerga como a "cura" para a pobreza, já foram utilizados apenas em pequenas partes da história da humanidade. Por séculos os princípios de subsistência permitiram sociedades em todo o planeta sobreviverem e até mesmo prosperarem. Nessas sociedades os limites da natureza foram respeitados guiando os limites do consumo humano.
Quando o relacionamento da sociedade com a natureza é baseado na subsistência, a natureza existe como forma de riqueza comum. Ela é redefinida como "recurso" apenas quando o lucro torna-se o princípio organizador da sociedade estabelecendo um imperativo de desenvolvimento e destruição de tais recursos pelo mercado.

Contudo, muitos de nós escolhem esquecer e negar isso. Todas as pessoas em todas as sociedades dependem da Natureza. Sem água limpa, solo fértil e diversidade genética, não é possível a sobrevivência da humanidade. Hoje o desenvolvimento econômico está destruindo estes bens comuns, resultando na criação de uma nova contradição: o desenvolvimento priva aqueles que mais dizemos ajudar de suas tradições com a terra e do valor da subsistência, forçando-os a sobreviver num mundo de crescente erosão.

Um sistema baseado no crescimento econômico, sabemos hoje, cria trilhões de dólares de super lucro para corporações enquanto condena bilhões de pessoas à pobreza. E a pobreza não é, como sugere Sachs, o estado inicial do progresso humano do qual todos saímos. É o estagio final da queda de uma pessoa quando um lado desenvolvido destrói o sistema ecológico e social que manteve a vida, a saúde e a subsistência de pessoas e do próprio planeta por eras. A realidade é que as pessoas não morrem por falta de entradas monetárias, elas morrem pela falta de acesso às riquezas de bem comum. Aqui também, Sachs erra ao dizer: "Em um mundo de abundancia, 1 bilhão de pessoas estão tão pobres que suas vidas correm perigo." Os povos indígenas na Amazônia, as comunidades na montanha do Himalaia, camponeses de toda a parte cujas terras não foram apropriadas, cuja água e biodiversidade não foram destruídas pela agroindústria geradora de débito, são ecologicamente ricos, mesmo ganhando menos que $1,00 dólar por dia.

Por outro lado, as pessoas são pobres se tiverem que comprar suas necessidades básicas a altos preços não importando quanto ganhem. Veja o caso da Índia: Por causa do dumping sobre os alimentos e fibras mais baratos feito pelas nações desenvolvidas e pela diminuição das proteções de mercado decretadas pelo Governo, os preços na agricultura da Índia estão caindo, significando que os camponeses do país estão perdendo $26 bilhões de dólares Norte Americanos ao ano. Impossibilitados de sobreviver sob essas novas condições econômicas, muitos camponeses agora foram golpeados pela pobreza e milhares cometem suicídio todo o ano. Em demais locais do mundo, o ato de beber água foi privatizado de uma forma que agora corporações podem lucrar somas de $1 trilhão de dólares Norte Americanos por ano vendendo um recurso essencial aos pobres que antes eram gratuitos. Então os $50 bilhões de ajuda humanitária do Norte para o Sul é apenas um décimo dos $500 bilhões que são sugados de outra direção através de parcelas de pagamentos e outros mecanismos injustos da economia global imposta pelo Banco Central e pelo FMI.

Se realmente estamos dispostos a acabar com a pobreza , temos que estar dispostos a dar fim ao sistema que cria a pobreza tomando as riquezas de bem comum, a subsistência e os ganhos. Antes de fazermos a pobreza uma parte da história, precisamos entender a história da pobreza direito. Não é o quanto as nações ricas podem dar, nem tão pouco o quanto menos podem levar.

via cão de guarda

LF

Publicado por terraviva às 04:04 PM | Comentários (24)

dezembro 11, 2005

Veganismo, Só alimentação?

O veganismo é muito mais do que uma questão de alimentação do corpo. É uma forma de vida. Saiba tudo.

O indivíduo vegan defende que o Homem deve viver autonomamente, sem depender de outras espécies animais. Por outro lado, o veganismo é uma filosofia e prática de vida e compaixão. Este caminho tem sido seguido por algumas pessoas em todos os tempos da história da
humanidade.

Só recentemente a palavra vegan (VEEGN) foi utilizada para distinguir os vegan dos vegetarianos e o movimento vegan acabou por tornar-se uma sociedade. A primeira sociedade vegan foi organizada e fundada em 1944, em Inglaterra. E em 1960, H. Jay Dinshah, fundou a sociedade vegan americana. Desde então mais de 50 sociedades foram criadas em todo o mundo.

Veganismo é muito mais do que uma questão de alimentação do corpo. É, sobretudo, uma forma de vida que exclui todas as formas de exploração e crueldade contra o reino animal. Isto implica que um vegan se limite ao uso de apenas produtos derivados do mundo vegetal.

Os vegans escolhem viver de uma forma mais humana e compassiva em relação aos animais, são contra a morte e todo o tipo de exploração animal. Não usam produtos derivados de animais, como sejam a lã, couro, peles, roupas ou móveis, artesanatos, sabonetes ou cosméticos que contenham produtos de origem animal, nenhuma escova feita de cabelos ou almofada de penas etc.

Os vegans não pescam, não caçam e não aprovam o confinamento de animais nos circos ou zoológicos, rodeios ou touradas.

O veganismo lembra ao Homem a sua responsabilidade pelos recursos naturais e faz com que ele procure formas de manter o solo e o reino vegetal saudável, assim como o uso correcto dos materiais da terra.

Um vegan não se submete a vacinação ou soro feito de animais, nem tão pouco usa drogas que foram testadas cruelmente neles.

O veganismo é uma filosofia de vida, um caminho que procura a harmonia com o meio ambiente. O vegan, em geral, também se interessa em ter um excelente padrão físico, emocional, mental e espiritual.

Talvez esta lista de coisas seja difícil de seguir, mas é principalmente para mostrar como é grande e extensa a quantidade de produtos ou substâncias derivadas de animais que usamos diariamente ao longo de nossas vidas, sem darmos por isso.

Embora a dieta vegan não contenha vitamina D, os seus seguidores podem consegui-la com a exposição ao Sol das mãos e da cara durante quinze minutos, cerca de três vezes por semana. Os outros nutrientes mais difíceis de conseguir seguindo uma dieta sem produtos animais, como a vitamina B12, podem facilmente ser obtidos ingerindo alimentos enriquecidos ou, em último caso, recorrendo a suplementos vitamínicos.

Dr.ª Florbela Mendes

Publicado por terraviva às 07:47 PM | Comentários (7)

dezembro 05, 2005

Festival de Cinema Anti-globalização

Cartaz do Festival. Desenho de uma mão a segurar numa câmara de filmar.

Festival de cinema no Porto, entre os dias 19 a 21 de Dezembro. O grande objectivo é inspirar debates construtivos sobre temas como ambiente, globalização, neo-liberalismo, organização comunitária, etc. Entrada grátis.

O blog do festival Activix

LF

Publicado por terraviva às 05:10 PM | Comentários (6)

dezembro 04, 2005

Migrações e racismo

Cara branca do lado direito e negra do lado esquerdo com uma sequência de genes igualmente bicolor a atravessá-la ao meio

[…] nos últimos anos, pela primeira vez na história da humanidade mais de cem milhões de pessoas imigraram de uma parte do globo para outra. Este aumento exponencial na imigração deu origem a um aumento dramático do racismo e da xenofobia. Em França, o partido da Frente Nacional de extrema-direita liderado por LePen, encetou um ataque cerrado aos imigrantes, particularmente aos Muçulmanos oriundos das antigas colónias francesas. Na Alemanha, tem havido um aumento significativo de grupos neo-nazis que têm sido responsáveis por um número de ataques bombistas a casas de Gregos e Turcos. Os Turcos, por sua vez, foram não menos violentos contra os Curdos uma vez que arbitrariamente dizimaram centenas de vilas curdas matando mais de 30 mil pessoas e sentenciaram as restantes a uma vida de ‘meia cidadania’, à margem da sobrevivência, nos guetos. Na Áustria, Rússia e alguns países escandinavos verifica-se um aumento de anti-semitismo. Israel por seu lado, inflamado de um racismo incontrolável, tem vindo a aumentar a violência racista contra os Palestinianos para níveis inaceitáveis. Em Portugal, a discriminação e a segregação de Africanos oriundos das antigas colónias testemunham a desumana realidade dos bairros de lata que caracterizam os arredores da cidade de Lisboa. Níveis semelhantes de xenofobia podem também ser encontrados em Espanha onde Ciganos e imigrantes do Norte de África são um alvo constante. A violenta explosão contra os Norte Africanos na cidade de El Ejido onde 22 pessoas foram feridas, aponta para o aparecimento do racismo num país que sempre se considerou não-racista. [...]

Este é um excerto de "O Multiculturalismo para além do jugo do positivismo", um artigo de Donaldo Macedo da Universidade de Massachusetts, no início do ano passado. Já quase dois anos se passaram e a situação que ele descreve só se tem vindo a agravar. Infelizmente o estado espanhol não tem essa tradição não-racista que ele refere e portanto não nos podemos admirar com o que acontece nas suas fronteiras. Podemos sim, e devemos, é indignar-nos e agirmos contra isso.

(imagem tirada do Centro do Genoma Humano da Howard University)

LF

Publicado por terraviva às 08:58 PM | Comentários (16)

dezembro 02, 2005

Cof! Cof!

Em 2012, Portugal vai aumentar as emissões de gases com efeitos de estufa em 42,2 por cento, o que o torna no Estado-membro da União Europeia mais poluente

A oeste nada de novo.

adenda: vi pela internet algumas críticas a esta notícia por se referir a valores absolutos quando isso é notoriamente falso, isto é, portugal com a sua indústria incipiente, bastante poluidora e quase ausência de políticas ambientais ainda assim não se compara, por exemplo, com o gigante alemão. Em termos absolutos a alemanha produz imensamente mais poluição que portugal. Apesar deste problema de rigor na notícia penso que se entende perfeitamente o seu sentido.

LF

Publicado por terraviva às 04:38 PM | Comentários (3)