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novembro 25, 2005
Ninguém é ilegal
Ainda não tinha dado conta do blog de divulgação das actividades do grupo "Ninguém é ilegal". Transcrevo o texto da entrada:
Publicado por terraviva às 09:49 PM | Comentários (5)
novembro 21, 2005
Conversa sobre imigração

O debate poderá alargar-se por temas afins, como
• a actual situação em França;
• liberdade de circulação;
• actividades fascistas - que fazer?
No âmbito do projecto "Fazer Caminhos/REGRALL" e da campanha anti-racista e anti-xenofobia.
LF
Publicado por terraviva às 12:09 PM | Comentários (47)
Publicidade
"Estamos de tal modo mergulhados neste funcionamento da economia que ele nos parece natural e racional. Não se pode, contudo, esquecer que a economia tem por vocação primeira responder a necessidades e não provocá-las. A luta contra a escassez continua a ser, nas próprias palavras dos economistas, a sua única finalidade. O desenvolvimento de actividades que, como a publicidade, têm por objectivo criar novas necessidades constitui assim, num certo sentido, uma desnaturação da racionalidade fundamental da economia. Passando de um certo estádio de desenvolvimento, a economia só pode crescer ao preço de uma autonomização do desejo de consumir em relação às necessidades objectiváveis."
Perret, B. e Roustang, G. (1996). A economia contra a sociedade.
Lisboa, Instituto Piaget.
(citado no final de uma mensagem do PJP)
LF
Publicado por terraviva às 11:41 AM | Comentários (5)
novembro 14, 2005
Conferência ministerial da OMC em Hong Kong
(14-18 Dezembro 2005)
10 anos de OMC 10 anos de destruição
Ao longo dos 10 anos de existência da Organização Mundial do Comércio, as pessoas têm sido forçadas a enfrentar a ruptura dos seus quotidianos. A sua agenda única de mercado global é uma grande ameaça à diversidade do mundo. Cada povo enfrenta agora as exigências da OMC. A expansão dos monopólios e o controlo pelas grandes corporações através da privatização significa que o acesso à água, à terra, às sementes, às florestas, aos recursos e energias naturais é uma luta constante para os pobres do mundo (cerca de 6 biliões, mais coisas menos coisa). Isto está a devastar vidas de muitas maneiras. Assim, milhões de agricultores, trabalhadores rurais, povos indígenas, pescadores e outros habitantes de áreas rurais são forçados a abandonar as suas casas e a deslocarem-se para os subúrbios das grandes cidades, de modo a trabalharem o resto das suas vidas em troca de uma vida de miséria, discriminação e opressão.
Além de destruir as nossas terras natais, as regras da OMC estão a provocar directamente a mudança climática (o aumento brutal de furacões e tempestades de grandes intensidades, as cheias descontroladas ou a perigosa seca que estamos a atravessar são fruto disso, por exemplo) e a diminuir a biodiversidade, o que está a destruir o futuro de todo o planeta. A OMC está também a aumentar a concentração de riqueza e poder, e a fomentar a exploração dos trabalhadores de todo o mundo, através do movimento livre de dinheiro e mercadorias (enquanto as pessoas estão cada vez mais aprisionadas, nos seus trabalhos, na sua luta pela sobrevivência, no seu quotidiano pré programado, ou nas vedações de 3 metros protegidas por militares armados que as mantêm a viver nas terras mais exploradas.) Os seres humanos dos países mais pobres são os que mais sentem fisicamente esta privação de liberdade, e aqueles que tentam escapar à miséria, indo para os países que roubam as suas riquezas, são submetidos ao racismo, violência e exploração. As leis da OMC regulamentam também o desmantelamento dos serviços públicos e de muitas políticas de bem social, com efeitos particularmente devastadores para... todas as pessoas! A OMC fomenta também a exploração e abuso animal, humano e ecológico, dado que as suas regras regulamentam que nenhum produto pode ser banido com base no seu processo de produção; a única coisa que interessa é se economicamente o produto é competitivo ou não. Isto na prática significa que não podemos impedir que produtos provenientes de países e/ou empresas que usam mão de obra infantil ou que obriguem @s seus/suas trabalhadores/as a trabalhar horas a fio por salários miseráveis, que não podemos impedir que produtos que resultaram, por exemplo, do massacre de animais causando dor ou cuja fábrica polui um rio ou devasta florestas, que tudo o que resulta disto seja comercializado no nosso bairro.Finalmente, a OMC contribui para a destruição da diversidade cultural e das culturas indígenas através da imposição da propriedade privada sobre o conhecimento e as diferentes formas de vida, e por permitirem aos monopólios dos media ocidentais expandirem o seu poder e influência, com terríveis consequências em termos da manipulação da informação e destruição dos valores humanos.
O capitalismo é não democrático por natureza e como uma das suas muitas forças motrizes, a OMC é também não democrática. É baseada em governos nacionais não democráticos (incluindo os dos países supostamente democráticos) cujas políticas económicas são ditados pelo capital. Como tal, a OMC, tal como o capitalismo, não pode ser reformada, tem de ser destruida, e destruida da base para cima. Esta falta de democracia é visível em parte através do aumento da violência contra os protestos e os movimentos, na perda de liberdades civis, e nas guerras neo-coloniais de agressão pelo controlo dos recursos naturais, escondidos atrás da auto-denominada “guerra contra o terrorismo”. Assim sendo, existe uma forte necessidade de construir alternativas descentralisadas desde as bases, sem líderes nem liderados, através da cooperação, da auto-organização e da solidariedade.
As pessoas oprimidas em todo o lado devem trabalhar em solidariedade contra o consentimento manufacturado da OMC se queremos ver uma mudança positiva. A OMC está integralmente ligada a instituições globais como o G8, o FMI e o Banco Mundial, assim como a processos de integração regional e acordos comerciais. Todos eles são manipulados pelas corporações e as super potências mundiais.
O primeiro Dia de Acção Global contra o Capitalismo tomou lugar em 1998 de modo a coincidir com a conferência ministerial da OMC em Geneva e a cimeira do G8 no Reino Unido. Um crescente “movimento de movimentos” desenvolveu-se em parte a partir destas mobilizações e é agora mais importante que nunca que eles floresçam.
Encorajamos grupos, activistas e movimentos em todo o mundo a fazerem parte desde esforço colectivo e a organizarem acções descentralizadas (qualquer que seja o tamanho, qualquer que seja o local) contra a Conferência Ministerial da OMC em Hong Kong (14-18 Dezembro). Este encontro tomará lugar numa fortaleza corporativa isolada pelo mar de modo a prevenir qualquer acção directa efectiva. Mas nós não iremos que eles se escondam das realidades do estrago que causaram às pessoas em todo o mundo. Uma diversidade de acções podem conter as sementes para o nosso futuro; age como oposição e proposição; resistência e criação.
A batalha contra a OMC está agora viva em todo o mundo, pois é necessário resistir à implementação das regras da OMC a nível nacional e contra o próprio capitalismo a um nível global.
Partilha as tuas histórias de resistência usando o Indymedia (Portugal/Global) e todas as outras redes de media alternativas (ex. all4all, a-infos, Herege Social). A resistência começa pela partilha de conhecimentos e experiências, e vai até onde as pessoas a quiserem levar.
Apelamos a tod@s que passem a informação de tudo o que considerarem importante, e que elas mesmas procurem essa informação. Tal como a resistência anti-capitalista se faz todos os dias e todas as noites, é necessário que de vez em quando as pessoas se juntem e resolvam participar directa e alegremente na tomada de decisões que afectam as suas vidas. Porque é precisamente essa participação directa que quem detém o poder não quer, e porque sabe mesmo bem quando recuperamos a nossa liberdade, de vez em quando.
Publicado por terraviva às 02:01 AM | Comentários (3)
novembro 07, 2005
ECE
ECE - Em Caso de Emergência
Uma ideia mesmo simples!
Comunicado dos Bombeiros Voluntários de Albufeira:
"Em Caso de Emergência (ECE)
Os Bombeiros Voluntários de Albufeira criaram um sistema original de apoio às vítimas em caso de acidente.
Os Bombeiros recorrerão ao telemóvel da vítima para a/o conseguir identificar.
Pode tornar o trabalho dos Bombeiros mais fácil usando uma ideia simples ao adoptar: ECE.
ECE significa Em Caso Emergência.
Se você acrescentar na lista de contactos do seu telemóvel ECE, com o número da pessoa que Em Caso Emergência deve ser contactada, você não só poupa imenso tempo aos Bombeiros como tem os seus familiares a par da situação imediatamente.
Os Bombeiros de Albufeira - e com divulgação, todos os outros - sabem o que significa ECE, e Em Caso de Emergência procuram de imediato esse nome nos contactos do seu telemóvel.
Adicione ECE à sua lista de contactos, Já!!"
LF
Publicado por terraviva às 05:46 PM | Comentários (3)
novembro 03, 2005
Activismo galego no Porto
Decorreu ontem a primeira assembleia d@s noss@s amig@s galeg@s nas instalações do Terra Viva! Já vai com atraso mas de qualquer forma fica aqui o registo do acontecimento. Para a semana há mais.
A convocatória dizia o seguinte:
Convocada assembleia no Porto para perfilar núcleo organizado de activismo em relação à Galiza
Primeiro encontro decorrerá esta Quarta-Feira dia 2 às 20h no Centro Social Terra Viva (Rua dos Caldeireiros, 213).
Porto. 01-11-2005. Um grupo de galegos/as e portugueses/as a morar na cidade do Porto, conscientes da grande necessidade existente, de que a Galiza e o seu conflito linguístico-cultural se possa visibilizar da forma mais clara e nídia possível em Portugal, e nomeadamente na cidade do Douro. Decidiram iniciar um processo organizativo para tentar estabelecer um "núcleo organizado sólido e duradoiro" na cidade, com o objectivo de definir e implementar diversas estratégias que permitam atrair a cidadãos e cidadãs portugueses para a toma consciencia em relação à Galiza e a sua situação cultural, linguística e política.
O objectivo desta primeira assembleia é fornecer uma primeira tomada de contacto entre todas as pessoas interessadas em participar e colaborar num núcleo organizado assim como nas estratégias e medidas concretas de sensiblização que se irão implementando em relação aos recursos e ideias disponíveis.
Convidamos a participar na assembleia, a todas as pessoas que estejam a morar no Porto ou em áreas próximas, com vontade de colaborar neste interessante, plural e abrangente projecto.
Não faltem!
Publicado por terraviva às 01:03 PM | Comentários (6)