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setembro 18, 2005

Quem são os criminosos, afinal?

Burguês abastado a ser carregado por um popular

Não existe uma relação directa entre imigração e criminalidade. De facto esta relação só poderá ser explicada por causas terceiras. Como poderemos comparar índices de criminalidade quando esquecemos factores sociais que são tão diversos entre portugueses e imigrantes?

A pobreza, a exclusão social, a exploração laboral, as condições miseráveis em que as pessoas vivem e trabalham e muitos outros factores próprios de uma sociedade xenófoba, são realmente os principais motores de criminalidade.

Ora, isto é válido tanto para portugueses como para imigrantes. Não é a nacionalidade que torna as pessoas em criminosos. São antes estas condições de segregação social que podem levar as pessoas a agir de forma criminosa, quando muitas das vezes não se deparam com outra solução.

Independentemente da cor, da nacionalidade e do género, falamos de pessoas que sofrem, que são menos iguais do que outras, que têm menos direitos do que outras, que são escravizadas, literalmente, para sustentar uma elite parasitária. Portugueses ou imigrantes, temos em comum a mesma subordinação, a mesma luta pelos nossos direitos e o mesmo desejo de liberdade e igualdade.

Maria Silva

Publicado por terraviva às setembro 18, 2005 04:30 PM

Comentários

epá criminosos são os anarquistas e os capitalistas....
nem 8 nem 80!
nem anarquismo nem capitalismo!

Ammbos são útopias selvagens que destroem a liberdade, a democracia do povo e a nação a que pertence esse povo!

Publicado por: Anonymous às setembro 18, 2005 10:58 PM


Por acaso saberás fundamentar aquilo que afirmas, ou estás só a passar o tempo?

Publicado por: Maria Silva às setembro 19, 2005 01:05 AM

Anonymous, longe de mim querer melindrar a preciosa democracia do povo. Mas já agora, onde é que isso existe?

Publicado por: LF às setembro 19, 2005 01:25 AM

A GRANDE BARREIRA, O MURO ,A FRONTEIRA A DERRUBAR - E AÍ URGE QUE SE VÁ "AO ASSALTO DO CÉU" - NÃO É O QUE SEPARA ETNIAS, CULTURAS, PAÍSES MAS SIM AQUILO QUE SEPARA "OS QUE ESTÃO EM CIMA", DOS "QUE ESTÃO EM BAIX0"...
Essa coisa tem um nome: HIERARQUIA.
Se tentar acabar com o capitalismo sem acabar com "essa coisa", os resultados serão sempre os "socialismos reais" (capitalismo de estado) ou o "nacional socialismo" ("socialismo" para a etnia ou nação que domina,regresso à escravatura para todas as outras). E tudo isso já foi experimentado e falhou por razões INTERNAS (eram projectos -utopias- de sociedades que já traziam em si próprias aquilo que as faria esfarelarem-se!
Mas a Utopia de uma sociedade sem dominantes nem dominados, sem "cima" e "sem baixo", essa só foi directamente posta em prática pela população mais excluida e explorada e por todos os utopistas que a eles se juntaram, em 36-38 em Espanha. Falhou por factores sobretudo externos: o apoio de Hitler, Mussolini e Salazar a Franco e o medo de Staline que vencesse uma verdadeira Revolução Social em Espanha e na península ibérica, em lugar de uma mera república democrática parlamentar ("representantocracia").
Essa Utopia que inspirou milhares de pessoas -operários, camponeses, empregados, mulheres, jovens - a não esperarem nada do Estado mas sim a organizarem-se sem ele e a tomarem as fábricas e os campos onde trabalhavam para produzirem PARA SI e não para os capitalistas, chama-se ANARQUISMO ou ANARQUIA.
E perante o esfarelamento e beco sem saída de outros projectos ou utopias sociais, pode ser hoje ainda uma esperança da humanidade que queira não escolher os tiranos mas viver sem nehum!
Se o "anonimous" -e com ele todos os "anonimous" não percebeu ainda isto -que tente votar ou aderir a um partido a ver se as coisas mudam!...

J.P.

Publicado por: Anonymous às setembro 19, 2005 04:42 AM

:-D Bem, falta-me saber muita coisa sobre o Anarquismo. Sobre este texto, "Quem são os criminosos, afinal?", digo que é daquelas evidências que não nos devemos cansar de repetir, já que os deturpadores da realidade não dormem. [Ultimamente andam até bem activos]. Sobre a possibilidade de haver um país inteirinho com uns milhões de habitantes em que não existem classes... bem tenho de vir aqui mais vezes ler os vossos textos. Acho praticável e desejável uma comuna, uma rede de comunas. Um país inteiro... Meus amigos, vimos tantos falhanços. E tantos falhanços traduzidos em muito sangue humano derramado. Bem... hei-de vir aqui mais vezes. Um abraço fraterno, nuno.

Publicado por: troblogdita às setembro 19, 2005 11:16 AM

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